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A Oportunidade do Abacate de Casca Verde: Um Negócio Lucrativo e Sustentável

A temporada de colheita de abacates na costa peruana começou com a variedade verde, também conhecida como abacate polinizador. Os preços estão muito bons, até mais altos do que os preços atuais do abacate Hass na Europa. Esta é uma oportunidade que não podemos perder.

As variedades normalmente utilizadas como polinizadoras são Ethinger, Sutano e Fuerte. Estas são muito valorizadas no mercado europeu, especialmente na Itália, Alemanha e Rússia. Os preços sobem quando os abacates Hass estão indisponíveis ou quando os fornecedores regulares, como Israel e África do Sul, enfrentam atrasos na colheita ou volumes reduzidos. Além disso, os consumidores europeus estão rejeitando as frutas israelenses devido à guerra, criando uma oportunidade para comercializar frutas do Peru.

Normalmente, entre 3% e 7% de plantas polinizadoras são plantadas em um pomar de abacate Hass para melhorar a frutificação, tanto em quantidade quanto em qualidade, já que seu pólen é mais viável. Existem diferentes teorias sobre se isso é realmente essencial. Em nossa experiência, também não temos certeza absoluta. Como exemplo, há alguns anos, o engenheiro responsável pelo pomar decidiu podar as plantas polinizadoras após a colheita (que sempre ocorre antes da do Hass). Isso fez com que a floração dos abacates Hass fosse atrasada e dessincronizada com a dos abacates Hass. Na safra seguinte, tivemos uma produção recorde por hectare! Mesmo assim, eu não me atreveria a plantar um pomar sem polinizadores! É semelhante à situação com as abelhas! Elas são um fator determinante na frutificação? Para alguns, são MUITO importantes; para outros (um ex-vizinho), não são! (Ou ele se beneficiou das que plantamos). De qualquer forma, cada um deve considerar sua própria experiência e tomar a decisão que melhor lhe convier.

O que eu proponho é que tenhamos sempre uma área de cultivo de abacates verdes em produção — somente abacates verdes! A produtividade, com base na quantidade e no tamanho da fruta, deveria ser em torno de 50 toneladas por hectare, o que garantiria a rentabilidade da exportação, além de um mercado interno ainda maior do que o do abacate Hass.

De tempos em tempos, quando há falta de produção de outras fontes, isso se torna um super negócio.

Nesse sentido, estamos apoiando a empresa detentora da concessão do projeto de irrigação de Olmos na busca por produtos alternativos de exportação para os agricultores do chamado "Vale Antigo". Acreditamos que o abacate verde seja uma dessas alternativas e que os produtores do "Vale Novo" devam apoiar essa iniciativa para que possam exportar essas potenciais culturas futuras, participando assim do crescimento das exportações agrícolas peruanas.

Em conclusão, os abacates verdes representam uma oportunidade que não devemos perder. Trata-se de um negócio rentável e sustentável que pode beneficiar os produtores peruanos e permitir-lhes participar no mercado europeu.

Alfredo Lira Chirif, Peru alfredo@agroleal.pro

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