Abacates verdes e o impacto que podem ter na integração de pequenos e médios produtores.
O abacate verde, também conhecido como abacate de casca verde , pode — e deve — ser uma cultura na qual nos concentramos. Esse tipo de abacate é consumido em todo o mundo, especialmente na América do Norte, Europa Oriental, Rússia e em diversos mercados étnicos em diferentes regiões, além do consumo local.
Por que estou mencionando isso? Porque é uma cultura muito produtiva em termos de quilos por hectare e, embora os preços sejam geralmente mais baixos do que os de seu parente próximo (o abacate Hass), é uma variedade consumida em quantidades significativas, com tipos como Ettinger, Fuerte e Zutano, entre outros. O comércio dessas variedades de maturação em casca verde representa cerca de 15% do comércio mundial de abacate, e os principais produtores são a República Dominicana, o Peru, Israel e a África do Sul.
Além disso, essas são variedades com alto consumo nos mercados locais, como é o caso no Peru, na Colômbia e no Brasil.
Hoje em dia, no Peru, são utilizadas principalmente como polinizadoras, e não como campos produtivos.
Dito isso, no Peru, devemos promover — por meio de associações comerciais — o transplante dessas variedades para pequenos e médios produtores, a fim de abastecer os mercados mencionados. Isso permitiria que esses produtores participassem do boom das exportações agrícolas, com diversas vantagens e menores riscos, trabalhando em conjunto com as grandes empresas que cuidariam da comercialização da fruta.
As vantagens incluem: custos de produção mais baixos por hectare (e, portanto, por quilo), altos rendimentos por hectare, um bom mercado local e consumo estável nos países compradores.
Nós, da AgroLeal, em conjunto com os operadores do Projeto Olmos, instalamos uma parcela demonstrativa no Vale do Olmos (Valle Viejo), promovendo algumas culturas — incluindo a fruta Greenskin — em parceria com exportadores interessados em comercializar a fruta posteriormente.
Espera-se que cada vez mais pequenos produtores se interessem pelo cultivo desta cultura em regime de parceria, o que proporcionará estabilidade aos seus rendimentos e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.
Alfredo Lira Chirif
Peru
alfredo@agroleal.pro