Abacates no Chile e sua importância
Ao assessorar uma empresa agroindustrial produtora de abacate na Península Ibérica, enfatizamos a importância de manter um fornecimento constante aos mercados durante 365 dias por ano. Isso nos permite fortalecer o relacionamento com os supermercados europeus e entregar a qualidade e as condições que eles exigem.
Para atingir esse objetivo, é essencial fornecer frutas durante os períodos de colheita no Peru (abril a agosto) e no Chile (setembro a dezembro). Embora a situação no Peru seja bem conhecida, o caso do Chile apresenta um desafio singular. Além dos custos de mão de obra, custos de produção e acesso a terras férteis, devemos considerar a concorrência da demanda interna por abacates e os preços praticados no mercado local.
O problema surge quando o preço no mercado interno é superior ao que poderíamos obter exportando a fruta para os nossos mercados. Nesse caso, precisamos tomar decisões estratégicas para manter o nosso negócio a longo prazo. Não se trata apenas de maximizar os lucros a curto prazo, mas de garantir que as nossas diferentes origens tenham mercado e que o negócio seja sustentável.
Vale ressaltar que o consumo per capita de abacate no Chile é incrivelmente alto, o que nos desafia a tomar algumas decisões difíceis. Poderíamos optar por abrir mão de lucros a curto prazo para manter nossa presença no mercado, cultivando em diferentes áreas. Outra opção é transplantar mais abacates do que precisamos em termos de área, o que nos permitiria abastecer o mercado local com volume suficiente e aproveitar essa oportunidade.
Por isso, exportar abacates do Chile é um desafio que exige uma estratégia cuidadosa. Devemos equilibrar nossos objetivos de curto e longo prazo, levando em consideração a concorrência da demanda interna e os preços praticados no mercado local.
Compartilharemos mais informações sobre nossas decisões no futuro.
Alfredo Lira Chirif, Peru alfredo@agroleal.pro