A safra de abacate no Chile registra a maior produção em 10 anos.
- Segundo estimativas preliminares do Comitê do Abacate, a produção esperada para a safra 2024-2022 ultrapassa 235.000 toneladas, o que poderá representar o melhor período desde 2013-2014.
- A abundante colheita permitiu que a temporada fosse estendida até junho deste ano. Aproximadamente 45% da produção total foi destinada ao mercado local, devido ao elevado consumo interno.
Assim, de acordo com estimativas baseadas em informações atuais do Comitê do Abacate, associação que representa os produtores e distribuidores de abacate no país, esta safra se estenderá excepcionalmente até junho, enquanto o período típico de comercialização do abacate chileno começa em agosto e vai até abril. Além disso, a produção da safra atual superará a do ciclo de 2013-14, quando foram produzidas 235.338 toneladas.
Assim, mesmo sem os números finais do fim da temporada e com os dados de maio deste ano ainda pendentes, já se projeta que a produção para 2024-25 será superior às 150.000 toneladas do ano anterior e bem acima das 200.000 toneladas inicialmente projetadas para este período, o que significou maior disponibilidade de abacates no mercado interno.
Essa extensão positiva da temporada deve-se à melhoria na frutificação nas áreas produtivas, graças às melhores condições climáticas. Isso, aliado à aplicação de novas tecnologias e ao desenvolvimento de novas técnicas de plantio e manejo em áreas não tradicionais de cultivo de abacate, permitiu que o setor se mantivesse altamente competitivo e resiliente, com uma área plantada que não se alterou e permanece em torno de 30.000 hectares em todo o país.
Da produção total de abacate para a safra 2024-25, estima-se que aproximadamente 45% serão destinados ao mercado interno, refletindo a forte preferência dos chilenos por essa fruta, reconhecida por seu alto valor nutricional e contribuição para uma alimentação saudável. De fato, em 2024, o consumo de abacate no Chile atingiu 8,6 quilos por pessoa, um aumento de 4,8% em relação a 2023, posicionando o país como o segundo maior consumidor mundial de abacate Hass, atrás apenas do México.
A este respeito, o presidente do Comitê do Abacate, Francisco Contardo-Sfeir, valorizou muito o fato de quase metade da produção permanecer no país. “É uma característica única na indústria agrícola. O abacate é parte essencial da dieta chilena, e isso é algo que nós, como setor, apreciamos profundamente”, afirmou.
Entretanto, aproximadamente 55% da produção — cerca de 131 mil toneladas — destina-se a mercados internacionais, principalmente à Europa (59%), América Latina (23%), Ásia (9%), Estados Unidos (8%) e Oceania (1%). Até o momento, mais de 131 mil toneladas já foram exportadas.
“Esse aumento na produção é uma ótima notícia para o setor, pois reflete o fortalecimento da oferta e a importância desse segmento como motor do desenvolvimento agrícola e econômico do país, gerando mais de US$ 700 milhões por ano para pequenos, médios e grandes produtores, além de intermediários logísticos e distribuidores comerciais”, acrescentou Contardo-Sfeir.
Esse cenário positivo tem sido acompanhado pelo trabalho do Comitê em sustentabilidade, promovendo desde 2021 um roteiro que busca consolidar práticas agrícolas alinhadas à Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. "Nosso objetivo é continuar fortalecendo a produção responsável que coloca as pessoas, as comunidades e o meio ambiente no centro", concluiu.
Sobre o Comitê do Abacate
Trata-se de uma associação independente que representa produtores e comerciantes chilenos, cujo objetivo é promover a sustentabilidade do setor e disseminar as melhores práticas. Sua missão é promover o consumo de abacate no Chile e no mundo, bem como monitorar a qualidade da fruta exportada, garantindo que atenda aos mais altos padrões de qualidade.