Atrasos nos portos e redução da oferta do Peru afetam o abastecimento de abacate na China.
O mercado chinês encerrou a semana com apenas sete carregamentos de abacate, um número excepcionalmente baixo devido em parte a atrasos portuários, mas também ao declínio natural dos embarques do Peru, seu principal fornecedor. Para contextualizar, na semana 34, as chegadas ultrapassaram 50 contêineres por semana, um nível que se manteve nas semanas anteriores. Embora se espere um retorno à normalidade nos próximos dias, as projeções não ultrapassam esse patamar, visto que a temporada peruana já está entrando em sua fase de declínio.
Em termos de preços, o mercado também mostra sinais de fraqueza. Esta semana registrou uma queda de 4% em comparação com a semana anterior, prolongando a tendência de baixa. Ainda mais preocupante é a comparação anual: em relação à mesma semana de 2024, os preços atuais estão 55% mais baixos.
Os registros históricos confirmam a magnitude da situação. Ao analisar os preços da semana 35 nos últimos quatro anos, o valor de 2025 se destaca como o mais baixo do período, consolidando um cenário desafiador para os exportadores que têm a China como mercado estratégico.
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