Os preços do abacate permanecerão altos devido aos desafios no abastecimento mexicano.
O calor extremo e as chuvas afetaram a produção no México, reduzindo sua participação no mercado americano. Os produtores estão buscando alternativas na Califórnia, no Peru e na Colômbia.
O mercado de abacate enfrenta um cenário desafiador, com a expectativa de que os preços permaneçam altos no curto prazo. O México, principal fornecedor da fruta para os Estados Unidos, viu sua participação de mercado cair de 90% para 75% devido às condições climáticas adversas que prejudicaram o fluxo de oferta. David Billings, da Stonehill Produce Inc., observa que o calor extremo da primavera e uma estação chuvosa mais longa retardaram o desenvolvimento da safra, forçando os produtores a colher mais cedo do que o planejado.
Esse desequilíbrio levou a três ajustes na estimativa da colheita e pressionou ainda mais os preços. Embora a colheita da Califórnia apresente bons volumes este ano, muitos produtores começaram a colher mais cedo, o que afetou o tamanho das frutas. Enquanto isso, o Peru e a Colômbia anteciparão suas exportações para tentar aliviar a escassez no mercado. No entanto, o México continua a dominar o fornecimento, e a chave será o quanto os consumidores americanos estarão dispostos a pagar.
Outro fator que pode influenciar o mercado é a possível imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos importados do México, medida atualmente suspensa até 2 de abril. Se implementada, o impacto nos preços do abacate poderá ser ainda maior.
Fonte: freshplaza.es