As exportações de abacate do Peru para os EUA cresceram 24%, enquanto as da Colômbia caíram 56%.
Ao final da 36ª semana, o mercado americano registrou um total de 1.563 chegadas de contêineres e caminhões. Esse número representa um aumento de 3% em comparação com a semana anterior e é 18% superior ao volume registrado no mesmo período do ano passado.
A análise por país de origem confirma o domínio do México, que representou 76% dos embarques. O Peru ficou em segundo lugar, com 15%, seguido pela Califórnia, com 8%, e pela Colômbia, com apenas 1%.
Analisando as variações semanais, destaca-se a forte queda da Colômbia, com uma redução de 56% nos embarques em comparação com a semana anterior. A Califórnia também registrou uma queda de 25%. Em contrapartida, o México aumentou seu volume em 6%, e o Peru apresentou um crescimento notável de 24%. Comparado com a mesma semana de anos anteriores, o mercado atual apresenta um aumento de mais de 200 embarques.
Em termos de preços, a tendência de queda continua. Desde a semana 30, os tamanhos têm apresentado reduções constantes, com as quedas mais significativas nos tamanhos maiores. Os tamanhos 32 a 40 tiveram uma queda média de 14%, o tamanho 48 caiu 13% e os demais tamanhos registraram reduções de cerca de 10%.
A situação está provocando reflexão no setor. Antonio Villaseñor enfatizou a importância de manter as promoções para incentivar o consumo nos Estados Unidos, um mercado que, em sua opinião, ainda possui enorme potencial de crescimento.
Da Califórnia, Gary Clevenger ofereceu outra perspectiva, observando que as entregas da manhã de segunda-feira ultrapassaram 1.754 caixas, o maior número diário desde o final de julho. Ele explicou que esse aumento pode estar ligado ao calor na parte norte do estado, que causa a queda prematura das frutas e força os produtores a escolher entre colher imediatamente ou arriscar perder a safra futura.
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