O Peru encerra 2024 com volumes menores, mas valor maior nas exportações de abacate.
Apesar das condições climáticas adversas, o setor peruano de abacate conseguiu compensar a queda no volume de exportação com um aumento nos preços, atingindo receitas recordes de US$ 1,27 bilhão.
O ano de 2024 apresentou desafios para a produção de abacate no Peru, afetada por condições climáticas irregulares que reduziram a colheita. No entanto, o setor de exportação agrícola demonstrou resiliência e encerrou a temporada de forma positiva, exportando aproximadamente 587 mil toneladas de abacates frescos até setembro, gerando receitas de quase US$ 1,26 bilhão. Embora o volume de exportação tenha diminuído 9%, o aumento de 23% no valor, com um preço médio de US$ 2,15 por quilo, mitigou o impacto negativo.
A Europa consolidou mais uma vez sua posição como principal mercado para o abacate peruano, absorvendo 68% das exportações. Apesar de uma ligeira queda nos embarques para esse destino, um aumento de 36% nos preços médios ajudou a manter a rentabilidade. Em contrapartida, os embarques para os Estados Unidos caíram 16%, embora um aumento de 35% nos preços também tenha impulsionado os lucros do setor.
Com uma visão de longo prazo, alguns produtores optaram por pausar a campanha para preservar as safras, o que abre uma perspectiva positiva para 2025. Espera-se que, caso as condições climáticas melhorem, a próxima safra possa apresentar um aumento significativo em volume, impulsionando ainda mais as exportações desse produto fundamental para o agronegócio peruano.
Fonte: freshplaza.es