Peru: As exportações agrícolas caíram 2,6% entre janeiro e outubro.
Entre janeiro e outubro deste ano, as exportações agrícolas do Peru atingiram US$ 7,503 bilhões, representando uma queda de 2,6% em comparação com os US$ 7,703599 bilhões do ano anterior, segundo a Associação de Exportadores (ADEX). A gerente de agroexportações da ADEX, Claudia Solano Oré, observou que a contração de 2,6% entre janeiro e outubro foi menor do que a registrada no período de janeiro a setembro (-5,9%), atribuindo-a ao início da temporada de exportação de uvas de mesa em outubro.
A queda nas exportações agrícolas é atribuída ao impacto do El Niño, às crises políticas e à falta de um marco legal para promover a atividade econômica. Solano enfatizou: "Esperamos que a tendência melhore em novembro e dezembro, e que isso leve à criação contínua de mais empregos descentralizados."
A ADEX Data Trade informou que as exportações agrícolas tradicionais diminuíram 38,9%, atingindo US$ 667.367.000, em comparação com o mesmo período do ano passado. O café liderou as exportações, representando 85,5% do total, com US$ 570.629.000, seguido por açúcares refinados e melaço de cana. Os principais destinos incluíram os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Equador e Canadá, entre outros.
As exportações com valor agregado aumentaram 3,4%, atingindo US$ 6,835 bilhões, com seis meses de crescimento positivo e quatro negativos. Outubro registrou o maior aumento, de 24%.
No segmento de frutas frescas, os mirtilos (US$ 1,01 bilhão), os abacates (US$ 958 milhões) e as uvas (US$ 899 milhões) lideram o mercado. Embora os mirtilos tenham apresentado queda de 0,8%, as uvas registraram alta de 30,3%. O aspargo fresco teve um aumento de 7,2%, enquanto o cacau em grãos subiu 36,8% e as tangerinas Wilkins caíram 3,6%.
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações agrícolas peruanas, seguidos pela Holanda, Espanha, Chile, Equador e China. A ADEX prevê uma melhora na situação nos próximos meses, estimulando a criação de empregos e o crescimento econômico.