Abacates peruanos: preços até 50% mais altos em comparação com a temporada passada.
A temporada de abacate no Peru começou forte em janeiro, com preços excepcionais, 40% a 50% superiores aos do mesmo período do ano passado. Embora os volumes iniciais sejam modestos, prevê-se uma recuperação significativa entre abril e maio. A variedade Hass, que representa 93% das exportações, manteve sua dominância, mas espera-se uma ligeira queda de 16% em relação ao ano passado, atribuída às condições climáticas desfavoráveis.
Com o fim da temporada no México e a menor produção na Califórnia, além dos problemas de abastecimento no Chile e na Europa, o mercado está favorável para o abacate peruano, com preços entre US$ 3,10 e US$ 3,50 por quilo. Diante dos desafios fitossanitários e de qualidade, a associação ProHass busca fortalecer a integração dos pequenos agricultores, facilitando seu acesso à informação e à capacitação técnica.
O principal desafio para 2024 reside na manutenção da qualidade e sustentabilidade da safra por meio da inovação, tecnologia e colaboração, especialmente na gestão de recursos e no controle de contaminantes como o cádmio. Sendo o Peru o principal fornecedor de abacates durante o verão europeu, a pressão para cumprir as rigorosas normas europeias de segurança alimentar é alta, mas crucial para manter a posição do país no mercado internacional.
A associação ProHass está colaborando com o Instituto Peruano de Aspargos e Hortaliças (IPEH) para abordar o problema do cádmio, identificando potenciais fontes de contaminação e desenvolvendo soluções. Além disso, o monitoramento de pesticidas e limites de resíduos é essencial para garantir a qualidade dos produtos exportados. Com mais de 20.000 pequenos produtores envolvidos na cadeia de exportação, o controle e a regulamentação representam desafios significativos que devem ser enfrentados para manter a confiança dos consumidores europeus e a posição competitiva do abacate peruano no mercado global.
Fonte: Portal das Frutas