O México lidera um aumento acentuado nas remessas para os Estados Unidos, à medida que os preços continuam a cair.
O mercado de abacate dos EUA encerrou a 39ª semana com intensa atividade. Foram registrados 1.636 embarques, incluindo contêineres e caminhões, representando um aumento de 26% em relação à semana anterior e de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado. A maior parte do volume — 86% — veio do México, seguido pela Califórnia e pelo Peru, com 7% cada, enquanto a República Dominicana e a Colômbia contribuíram com pouco mais de 1% juntas.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo México, que aumentou seu volume em 38% em comparação com a semana anterior. Em contrapartida, a Califórnia manteve níveis semelhantes aos da semana anterior, enquanto o Peru e a Colômbia apresentaram uma queda acentuada em seus embarques.
Em relação aos preços, o mercado apresentou uma tendência geral de queda. Os calibres maiores, entre 32 e 40, foram os mais afetados, com uma queda média de 13%. Os calibres menores também sofreram quedas, embora em menor escala. Apenas o calibre 48 apresentou um ligeiro aumento de 5%, enquanto o calibre 60 permaneceu inalterado.
Do ponto de vista da análise de mercado, Antonio Villaseñor destacou que a curva de calibres se normalizou, com o maior volume concentrado no calibre 48, um dos tamanhos mais procurados no mercado varejista dos EUA. Por sua vez, Sergio Paz observou que o terceiro trimestre de 2025 fechou com o maior volume de exportações mexicanas para os Estados Unidos desde o início dos embarques, reafirmando a liderança do país no mercado norte-americano.
Paz acrescentou que nesta fase há uma sobreposição entre a fruta "maluca" e a primeira fruta da temporada, conhecida como "precoce", um fenômeno comum que historicamente afeta a estabilidade dos preços.
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