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A região da Sierra está se consolidando como uma potência nas exportações de abacate Hass no Peru.

A produção de abacate Hass no Peru durante a safra de 2024 enfrenta desafios devido às condições climáticas adversas, o que pode resultar em uma queda significativa no volume de exportação. Segundo Juan Carlos Paredes Rosales, presidente da Associação Peruana de Produtores de Abacate Hass (ProHass), projeta-se uma redução de 20% a 25% em comparação com um ano típico, principalmente devido à queda de frutos nas árvores e à presença de frutos menores em áreas como Trujillo e Chiclayo.

Prevê-se que as regiões costeiras do norte sejam as mais afetadas, com uma queda de 30%, enquanto as costas central e sul deverão registar uma redução de 15% a 20%. No entanto, a região da Serra apresenta uma safra forte, com uma produção significativa que impulsiona as exportações do país.

A escassez prevista pode levar a um aumento de preços, semelhante ao que foi observado no mercado de mirtilos. Paredes sugere que a alta demanda pode impulsionar os preços para cima, embora ainda não esteja claro se isso compensará a redução do volume.

Em termos de mercados, o plano é direcionar um volume maior para os Estados Unidos e a Europa, aproveitando uma potencial escassez de frutas no México. Além disso, a qualidade da oferta da região da Serra está atendendo à demanda na Ásia. Novos mercados, como a Malásia, estão sendo explorados, enquanto esforços estão em andamento para aumentar a participação de mercado nos mercados existentes, como os Estados Unidos e a Europa.

Apesar da expectativa de redução no volume de exportações de abacate Hass do Peru este ano, estratégias estão sendo implementadas para aproveitar as oportunidades nos mercados atuais e explorar novos horizontes comerciais.

Fonte: agraria.pe

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