Quênia retoma exportações de abacate após suspensão de quatro meses
O Quênia suspenderá em duas semanas a proibição de exportação de abacate, que já durava quatro meses, anunciou a Autoridade Agrícola e Alimentar (AFA). A medida pôs fim à restrição imposta pela Diretoria de Culturas Hortícolas (HCD) em novembro passado, com o objetivo de garantir a maturação e a qualidade da fruta exportada.
A partir de 1º de março, as exportações marítimas das variedades Fuerte e Hass serão retomadas, mas permanecerão limitadas ao tamanho de código 20 (184 gramas) até o início do período de exportação livre. Christine Chesaro, Diretora-Geral interina da AFA (Agência para os Alimentos), observou que, há um mês, a fruta era considerada insuficiente, o que levou à prorrogação das restrições aos embarques de abacate por via marítima. No entanto, avaliações recentes indicam que a fruta já está madura nas fazendas e atende aos volumes de exportação exigidos.
A AFA (Autoridade de Alimentos do Quênia) impôs medidas rigorosas, incluindo penalidades, aos exportadores ou seus agentes que transportam abacates sem caixas ou em caminhões abertos, violando os Regulamentos Hortícolas. As variedades Hass, Fuerte, Pinkerton e Jumbo contribuem significativamente para as exportações de abacate do Quênia, reconhecidas como o "ouro verde" do futuro.
O Quênia ultrapassou a África do Sul como um dos principais exportadores de abacate, gerando receitas de exportação superiores a 20 bilhões de xelins no ano passado, principalmente para a Europa e o Oriente Médio, fortalecendo assim sua posição como uma importante fonte de divisas. Apesar de desafios como tentativas de contrabando e flutuações de preços no mercado, o Quênia consolidou sua posição como um ator-chave nas exportações de abacate, moldando uma indústria em crescimento.
Fonte: The East African