O Quênia inicia a temporada de abacate com força total, tendo a Europa como seu principal mercado.
A temporada de abacates no Quênia teve um início promissor, apesar dos desafios logísticos no Mar Vermelho, relata Paul Kyalo, diretor-geral da Konza Tropicals Limited, exportadora queniana de frutas tropicais. Mais de 70% dos abacates quenianos são comprados pela Europa, seguida pelo Oriente Médio, Ásia (incluindo a China), Turquia e Rússia. No entanto, a escassez de contêineres refrigerados tem causado atrasos nos embarques.
Os tempos de trânsito para a Europa aumentaram significativamente devido à crise no Mar Vermelho. Os embarques de Mombaça para destinos importantes como Roterdã agora levam entre 37 e mais de 40 dias, e os para a Turquia ultrapassam os 45 dias. Embora os mercados do Oriente Médio e da Ásia permaneçam robustos, os atrasos estão impactando as receitas dos exportadores, pois interrompem os cronogramas de embarque semanais.
Apesar desses desafios, os abacates quenianos continuam chegando aos seus destinos em excelentes condições, e as portas para sua venda permanecem abertas. Os produtores preferem estender a colheita para aproveitar um segundo semestre mais lucrativo, já que a safra de julho a novembro oferece excelente qualidade e melhores preços.
Para os abacates que não podem ser exportados, a produção de óleo apresenta uma alternativa promissora. O Quênia é o segundo maior produtor e exportador mundial de óleo de abacate e busca expandir seu acesso aos mercados do Oriente Médio e da Ásia. O investimento e o otimismo em relação ao crescimento da produção, processamento e exportação de abacate e óleo no Quênia permanecem fortes para o futuro, segundo Kyalo.
Fonte: Fresh Plaza