Israel lidera as exportações para a Europa, enquanto Quênia e Peru entram na disputa com força.
O mercado europeu encerrou a nona semana do ano com a entrada de 657 contêineres de abacate, mantendo um volume praticamente estável desde a sexta semana. A ligeira redução de 1% em relação à semana anterior não representa uma mudança significativa na dinâmica do mercado, que continua a apresentar um equilíbrio na oferta.
Israel continua a liderar o mercado com 33%, seguido pela Espanha e Colômbia, que dividem o segundo lugar com 18% cada. Mais atrás vêm Peru, Quênia e Tanzânia, com 8% cada, enquanto Chile e Marrocos completam o quadro com 7% cada.
Entre os destaques da semana, está o crescimento contínuo das exportações do Peru e do Quênia, cujos embarques agora ultrapassam 50 contêineres por semana e podem em breve chegar a 100. Em contrapartida, a Colômbia registrou uma queda de 9% no volume semanal; no entanto, ainda mantém mais de 100 embarques semanais. Israel, por sua vez, continua com uma média de 200 embarques semanais, consolidando sua posição como o principal fornecedor de abacate do continente.
Em termos de preços, os Países Baixos registaram uma ligeira diminuição. O tamanho 18 caiu de US$ 2,59/kg para US$ 2,51/kg, uma queda moderada, mas significativa para os comerciantes. Tamanhos maiores, como o 30, também sofreram uma diminuição semelhante. Apesar disso, a diferença de preço entre o tamanho 18 e o 32 permanece inferior a 50 cêntimos, indicando uma estrutura de preços relativamente estável.
Na Espanha, a situação é diferente: o calibre 18 apresentou um aumento de valor, o que contrasta com a tendência observada na Holanda. No entanto, em termos gerais, os preços na Holanda continuam mais competitivos para esse calibre em comparação com a Espanha.
O comportamento do mercado europeu sugere estabilidade nos volumes de importação, embora com algumas variações de preço dependendo da região. A evolução das remessas de países emergentes como o Peru e o Quênia, juntamente com as flutuações nos valores das transações, serão fatores-chave a serem monitorados nas próximas semanas.
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