A indústria global do abacate está se recuperando e encontrando novos mercados atraentes.
À medida que a indústria global do abacate se recupera de um ano complicado pelo fenômeno El Niño, Zac Bard, presidente da Organização Mundial do Abacate (WAO), compartilha com o Portalfruticola.com a situação atual do setor e os mercados emergentes que estão ganhando relevância para produtores e exportadores.
Bard observa que a mudança nos padrões climáticos do ano passado afetou quase 90% das regiões produtoras de abacate em todo o mundo. No entanto, o abacate demonstrou maior resiliência às condições climáticas adversas em comparação com outras culturas. "Com o fim da temporada no Peru, temos a sorte de a África do Sul ter tido uma colheita recorde este ano, e outras partes da África também apresentaram bons resultados, o que ajuda a equilibrar a produção", comentou Bard. Além dos desafios climáticos, o setor enfrentou contratempos como o fechamento do Canal de Suez devido ao conflito armado.
A WAO também tem trabalhado diligentemente para combater a desinformação e a publicidade negativa sobre o impacto ambiental dos abacates. "Lançamos uma 'campanha de desmistificação' para disseminar informações precisas e refutar alegações infundadas. A campanha tem sido bem-sucedida e observamos uma diminuição na publicação de informações negativas sobre abacates", afirma Bard.
Crescimento do consumo e expansão para novos mercados
Com a transição para o fenômeno La Niña este ano, a Bard prevê que regiões como o Peru terão condições climáticas favoráveis e a produção retornará à normalidade. A África, por sua vez, espera chuvas benéficas que reabastecerão suas reservas hídricas. A Bard observa que a África do Sul, o Zimbábue, Moçambique e a Tanzânia, juntamente com o Quênia, estão expandindo suas áreas de produção e exportações, principalmente para a Ásia. A África do Sul e o Quênia entraram no mercado chinês, e espera-se que a África desempenhe um papel fundamental no fornecimento de abacates para a China durante todo o ano.O mercado asiático está experimentando um crescimento constante no consumo de abacate. "Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado consumidor, seguidos pela Europa, Japão, China e Canadá", explica Bard. A China está vendo uma recuperação no consumo após a desaceleração causada pela COVID-19, e a Coreia do Sul está emergindo como um importante consumidor. A Índia, com importações que dobraram nos últimos anos, é particularmente interessante para a WAO, que está promovendo os benefícios do abacate e sua inclusão na culinária indiana.
Inovação e tecnologia impulsionam o setor.
A indústria do abacate se caracteriza pela constante inovação e adoção de novas tecnologias. O uso eficiente da água e de outros recursos é uma prioridade, com tecnologias avançadas de irrigação e o uso de drones aprimorando a eficiência. "Novas tecnologias e variedades de abacate estão sendo desenvolvidas para melhor se adaptarem às mudanças climáticas e reduzirem o consumo de água", afirma Bard. A WAO também está focada em ensinar os consumidores a diversificar seu consumo de abacate, visando as gerações mais jovens e utilizando plataformas digitais para promover essa prática.De forma geral, a indústria do abacate continua a demonstrar resiliência e capacidade de adaptação, com foco na sustentabilidade e na expansão para mercados emergentes, garantindo assim seu crescimento e relevância global.
Fonte: portalfruticola.com