Impactos da seca no México: milho e abacate estão entre os alimentos mais afetados.
Segundo o Banco do México (Banxico), o indicador de exposição à seca atingiu níveis máximos em setembro, o que teve repercussões significativas na produção agrícola.
O abacate, muito valorizado no mercado internacional, foi especialmente afetado pelos efeitos das mudanças climáticas, enquanto o milho, alimento básico na dieta mexicana, também sofreu as consequências das condições climáticas adversas.
O relatório de Economias Regionais do terceiro trimestre do Banxico destacou que agosto e setembro foram meses críticos para a agricultura devido ao calor intenso que afetou produtos agrícolas essenciais. Alejandrina Salcedo, Diretora Geral de Pesquisa Econômica do Banxico, afirmou que "o indicador de seca nos permite ter mais informações sobre as condições nas áreas onde esses produtos são cultivados, e no terceiro trimestre vimos níveis elevados, o que acreditamos estar relacionado aos efeitos das mudanças climáticas".
Embora tenha havido uma diminuição na exposição ao calor em diversas culturas durante outubro e novembro devido à redução das condições de seca em algumas regiões, como Jalisco, Sinaloa e o sul de Michoacán, a situação persiste em municípios do norte de Michoacán, uma importante região produtora de abacate e morango.
Além disso, em resposta a essas condições climáticas adversas, observou-se uma mudança na produção agrícola, com um aumento no plantio de culturas alternativas, como agave e milho forrageiro, em algumas áreas afetadas pela seca.
Nesse contexto, as ondas de calor criaram oportunidades para certos setores empresariais, como o aumento do plantio de cevada na região central. Isso foi facilitado por acordos pré-existentes com cervejarias e pela valorização do peso em relação ao dólar, o que permitiu a redução do custo de insumos agrícolas como fertilizantes.
Fonte: https://expansion.mx/economia/2023/12/18/maiz-aguacate-resienten-sequia-en-mexico