Qualidade e educação são essenciais para o crescimento do consumo de abacate na China.
Durante sua visita à Feira Internacional Sial, que aconteceu há alguns dias em Xangai, na China, Sebastián de la Cuadra, CEO da Avobook, aproveitou a oportunidade para aprender mais sobre o marketing de abacate, o crescimento do consumo nos últimos anos e os principais desafios enfrentados pelo mercado de abacate neste país asiático.
"O mercado de abacate na China é enorme e tem um grande potencial. Há vários anos, prevê-se que o consumo aumentará e que se tornará um dos mercados mais importantes no futuro, graças à sua grande população. No entanto, nos últimos anos, o consumo tem permanecido relativamente estável e não cresceu como esperado. Isso se deve a muitos fatores, como a promoção do produto, o marketing e até mesmo a educação dos consumidores sobre como consumi-lo. O processo de amadurecimento do abacate é um fator crucial que deve ser considerado para garantir uma experiência positiva para o consumidor final", explicou.
O consumo de abacate na China não aumentou nos últimos anos, e um obstáculo significativo é a falta de conhecimento dos consumidores chineses sobre o processo de amadurecimento da fruta. Ao contrário de outras frutas, o abacate não está pronto para consumo imediato; ele precisa amadurecer. Se esse processo não for realizado corretamente, os consumidores podem ter uma experiência negativa e evitar comprar abacate novamente.
De la Cuadra explicou ainda que, para superar esse desafio, já existem empresas que oferecem abacates prontos para consumo, vendidos em embalagens com duas unidades nos supermercados, facilitando o consumo e garantindo uma experiência positiva para o consumidor. No entanto, esse processo exige investimento em infraestrutura e logística, o que aumenta o custo do produto.
“Durante minha viagem, aproveitei a oportunidade para visitar o mercado atacadista de abacates de Xangai e aprender sobre seu funcionamento. Pude observar e entender como o mercado opera: caminhões chegam com contêineres, os contêineres são abertos, todas as caixas são retiradas e as vendas começam imediatamente. Em resumo, posso concluir, a partir da visita, que, com boa qualidade e manuseio adequado, a China definitivamente pode ser um ótimo mercado para desenvolvimento”, acrescentou.
Com base em sua experiência na China, De la Cuadra reconhece que o mercado chinês é “complexo e exigente, requerendo um profundo conhecimento das preferências do consumidor e dos canais de distribuição”. Ele também enfatiza a importância da colaboração entre os diversos atores da cadeia de suprimentos para obter sucesso nesse mercado.