O 29º Congresso Brasileiro de Fruticultura inicia suas atividades com foco em adaptação climática e acesso a mercados internacionais.
O 29º Congresso Brasileiro de Fruticultura (CBF) teve início oficialmente na segunda-feira, 4 de agosto de 2025, com uma cerimônia de abertura no Centro de Convenções Expo D. Pedro, em Campinas, São Paulo. Organizado pela Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBFR), o evento reúne pesquisadores, técnicos, produtores, empresas e representantes institucionais em torno do tema "Desafios da Produção Diante das Mudanças Climáticas".
A edição de 2025 marca o retorno do congresso à sua cidade de origem, com uma programação que inclui mais de 20 simpósios temáticos por cultura, sessões científicas, fóruns técnicos e a primeira edição da Feira de Tecnologia Brazil Fruits, concebida como um espaço para inovação aplicada à fruticultura.
No primeiro dia, a Fundecitrus participou com uma apresentação sobre os avanços no manejo do greening dos citros, feita pelo pesquisador Franklin Behlau. Além disso, como parte do Simpósio, Sebastián de la Cuadra, CEO da Avobook, fez uma apresentação intitulada “Situação atual e perspectivas para o mercado global de abacate”.
Durante sua apresentação, de la Cuadra analisou o estado atual dos mercados de abacate, identificando os principais países produtores em cada continente, seus volumes de exportação, destinos prioritários e tendências de preços. “O que eu fiz foi mostrar como estão os mercados de abacate hoje: quem são os principais países participantes, quais são os volumes, as origens e para onde cada um está se direcionando. Isso é especialmente relevante para o Brasil, que está crescendo nessa cultura e buscando se posicionar globalmente”, explicou.
O Brasil possui atualmente entre 8.000 e 10.000 hectares de pomares de abacate e continua expandindo sua área plantada ano após ano. Segundo de la Cuadra, o país está investindo em assistência técnica e coleta de informações para produzir frutas de alta qualidade, com o objetivo de competir efetivamente nos mercados internacionais. “O Brasil é um país com enorme potencial, mas hoje tem uma participação muito pequena no comércio mundial de frutas. O abacate é um dos produtos que busca promover estrategicamente”, acrescentou.
A exposição fez parte de um dia técnico dedicado ao cultivo do abacate, que também abordou questões agronômicas e comerciais, em consonância com o objetivo do congresso de promover uma fruticultura moderna e resiliente, conectada às demandas do mercado.
Na terça-feira, 5 de agosto, o programa prosseguiu com simpósios dedicados a culturas importantes como uvas, maçãs e peras, bananas, maracujá, frutas do Cerrado brasileiro, frutas nativas e castanha-do-pará. As apresentações abordaram temas como novas variedades, manejo pós-colheita, fitossanidade e estratégias para agregar valor a frutas nativas e àquelas de biomas específicos como o Cerrado e a Amazônia. Simultaneamente, foram realizadas sessões técnicas do Fórum de Proteção de Plantas, com ênfase no manejo racional de pragas e doenças.
Na quarta-feira, dia 6, além do Simpósio do Abacate, foram realizadas atividades técnicas relacionadas ao abacaxi, acerola, açaí, graviola, frutas da sociobiodiversidade e fruticultura orgânica, integrando experiências em cultivo, comercialização, sustentabilidade e políticas públicas. A Feira Brazil Fruits manteve-se ativa com demonstrações tecnológicas, estandes de empresas do setor, startups e mostras de inovação.
Na quinta-feira, dia 7, os simpósios deverão se concentrar em culturas de forte impacto econômico, como citros, figos e pitaya, goiaba, manga, melancia, melão e mamão, além de uma sessão especializada em fruticultura irrigada. A sexta-feira, dia 8, último dia do evento, será dedicada a frutas de caroço, caqui, pitaya e atividades de encerramento, incluindo visitas técnicas a campos experimentais e fazendas de referência na região de Campinas.
A programação completa do evento, que acontece até 8 de agosto, está disponível em cbfruticultura.com.br .