As exportações peruanas de abacate Hass cairão 20% em comparação com as estimativas, mas crescerão 30% em relação a 2024.
A ProHass estima uma redução de 20% em comparação com a previsão de março, embora se espere um crescimento de 30% em relação a 2024.
A Associação Peruana de Produtores e Exportadores de Abacate Hass (ProHass) anunciou um ajuste em sua projeção total de exportação para a safra de 2025. De acordo com o comunicado mais recente da associação, a nova estimativa é de aproximadamente 655 mil toneladas, representando uma redução de 20% em comparação com as previsões iniciais feitas em março deste ano.
Apesar dessa redução, a ProHass destaca que a campanha de 2025 registrará um crescimento de cerca de 30% em comparação com o volume exportado na campanha de 2024. Essa tendência de alta reflete uma recuperação após um ano complicado, marcado por desafios climáticos e logísticos.
A associação do setor explicou que, com o avanço da temporada, foi confirmada uma diminuição na disponibilidade da fruta. No entanto, o setor mantém expectativas favoráveis em seus principais mercados internacionais. No caso do mercado americano, as exportações peruanas de abacate devem crescer 75% em comparação com 2024, atingindo uma participação de 18% no volume total exportado, apesar da imposição de uma tarifa de 10% pelos EUA e do aumento dos custos de frete.
Na Europa, principal mercado de destino para o abacate Hass peruano, projeta-se um crescimento de 24% em comparação com o ano anterior. O Peru consolida sua liderança neste continente com uma participação de mercado de 42%. Além disso, mercados estratégicos como Chile, China e Japão continuam a fortalecer sua posição como destinos-chave para o abacate peruano.
O comunicado destaca ainda que, apesar de obstáculos como tarifas, aumento dos custos logísticos e revisões em baixa das estimativas iniciais, o desempenho do setor exportador permanece sólido. Isso se deve a uma combinação de eficiência operacional, diversificação de mercado e rigorosa adesão aos padrões de qualidade.

“O esforço conjunto entre produtores, exportadores e autoridades nos permite manter o ritmo de crescimento e consolidar o Peru como um dos líderes na indústria global do abacate Hass”, disse José Antonio Castro, presidente da ProHass.
A associação do setor também enfatizou a importância de continuar monitorando as tendências do mercado internacional para garantir a sustentabilidade e a competitividade das exportações peruanas. Nesse sentido, o setor está trabalhando em estratégias para otimizar a oferta exportável, atentando-se à demanda por frutas de tamanho médio nos mercados de destino e abordando desafios fitossanitários, como a presença de cádmio em certas áreas de produção.