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As exportações brasileiras continuam em declínio: os embarques caem 27% e são redirecionados para o Mercosul.

As exportações de abacate do Brasil continuam sua tendência de queda, distanciando-se cada vez mais dos volumes registrados durante as semanas de maior movimento. Ao final da 18ª semana, o país sul-americano exportou apenas 22 contêineres, um contraste gritante com os quase 100 contêineres por semana registrados durante os períodos de pico, como as semanas 13 e 14.

Essa queda representa um declínio de 56% em comparação com a mesma semana do ano passado e está em consonância com a tendência observada nas últimas semanas. Caso essa tendência se mantenha, é improvável que o Brasil ultrapasse seu volume total de exportações em 2024, o que representa um retrocesso em relação ao ano anterior.

Além da queda no volume, observa-se também uma mudança na distribuição geográfica dos destinos. Enquanto a Europa era o principal destino das exportações brasileiras até então neste ano — recebendo quase três quartos do total —, na 18ª semana a tendência se inverteu: 60% das exportações foram para países do Mercosul, enquanto a Europa recebeu 40%.

Contudo, essa preferência pelo Mercosul não parece ser suficiente para compensar a queda acentuada no volume total. As frutas brasileiras estão viajando menos e, quando viajam, permanecem principalmente dentro da região. Apesar desse ajuste na estratégia de destino, a perspectiva de exportação do Brasil continua limitada e, se não houver uma recuperação nas próximas semanas, o país fechará a temporada abaixo dos níveis de 2024.

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