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As exportações brasileiras caem 23%, mas a Europa continua sendo seu principal mercado.

O Brasil encerrou a 15ª semana com o embarque de 69 contêineres de abacate, número que representa uma queda de 23% em relação à semana anterior e 20% a menos que na mesma semana de 2024. Apesar da queda, o país permanece ativo na curva de crescimento da temporada de exportações, que teve seu ponto mais alto na 12ª semana, com 108 contêineres.

Do total exportado nesta semana, 70% foram destinados ao mercado europeu e os 30% restantes aos países do Mercosul, refletindo a clara preferência do Brasil por se posicionar na Europa. Essa distribuição também está alinhada com a tendência observada até o momento em 2025, na qual aproximadamente dois terços das exportações brasileiras foram destinadas à Europa, enquanto o restante permaneceu na América do Sul.

Embora os volumes tenham diminuído nas últimas semanas, o Brasil ganhou espaço no competitivo mercado europeu, representando entre 7% e 8% da oferta total em semanas como a 14 e a 15. Essa visibilidade é significativa, considerando a diversidade de origens que convergem para esse destino.

Com a temporada ainda em andamento, espera-se que o Brasil mantenha uma presença estratégica na Europa, embora enfrente os desafios da concorrência direta de países como Peru, África do Sul e Israel, que também aumentaram seus volumes nas últimas semanas. A chave para o Brasil será alcançar a estabilidade em seus embarques e manter a qualidade de suas frutas, em um momento em que o mercado europeu permanece exigente e dinâmico.

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