A Europa ultrapassa a marca de 1.000 contêineres pela quarta semana consecutiva, mas o mercado enfrenta quedas de preços e atrasos logísticos.
A Europa mantém uma forte presença em termos de volume, mas com sinais de pressão sobre os preços e a logística. Na semana 18, o mercado europeu recebeu 1.050 contêineres de abacate, marcando a quarta semana consecutiva com mais de mil contêineres chegando ao continente. Embora esse número represente uma queda de 12% em comparação com a semana anterior, ainda é impressionantes 47% superior ao volume registrado no mesmo período do ano passado.
O Peru lidera o mercado esta semana, consolidando sua posição com uma participação de 62%, uma vantagem considerável sobre outros países exportadores. A África do Sul contribui com 17%, enquanto Quênia e Tanzânia detêm 7%, o Brasil responde por 6%, a Espanha por 5% e a Colômbia completa os 4% maiores.
Por outro lado, a Espanha, que está a terminar a sua colheita, registou apenas 47 contentores esta semana, o que representa uma queda acentuada de 73% em comparação com a semana anterior.
Em relação aos preços, em Rotterdam, as bitolas maiores permaneceram relativamente estáveis, como a bitola 18, que teve uma queda de apenas 3%. O mesmo não ocorreu com as bitolas menores, que registraram uma redução de quase 12% em comparação com a semana anterior. Na Espanha, essa tendência foi semelhante, com preços estáveis para as bitolas grandes e médias, mas uma queda acentuada nas bitolas menores, onde a bitola 30 teve uma redução de 14%.
Esta semana, também foram relatados atrasos significativos no transporte de contêineres devido ao Canal do Panamá, tanto na Espanha quanto em Roterdã. Esses atrasos são agravados pelo acúmulo de cargas no próprio porto de Roterdã, com muitos navios aguardando para descarregar. Isso está causando acúmulos semanais e distorções temporárias nos números, que podem não refletir imediatamente os níveis reais de consumo ou oferta.
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