A Europa está recebendo mais abacates, mas crescem as preocupações com o excesso de oferta.
A Europa, o segundo mercado mais importante para o abacate, também registrou um aumento no volume de chegadas durante a 14ª semana, com uma estimativa de 839 contêineres desembarcando em seus portos. Isso representa um aumento de 8% em comparação com a semana anterior, embora ainda permaneça 1% abaixo dos níveis registrados na mesma semana do ano passado.
A participação de mercado por origem continua a mostrar o Peru como líder incontestável esta semana, com 35% do mercado e um forte aumento de 47% no volume em comparação com a semana anterior, atingindo quase 300 contêineres. Israel vem a seguir com 21%, embora seus embarques continuem a diminuir semana após semana. A Espanha ocupa o terceiro lugar com 15%, seguida pela África do Sul com 11%. Mais atrás estão o Brasil (6%), o Quênia e a Tanzânia (6%), enquanto as demais origens não ultrapassam 5%. A Colômbia, por sua vez, mantém um volume muito baixo, com menos de 30 contêineres registrados esta semana.
Em relação aos preços, a tendência foi mista, dependendo do destino. Na Espanha, não foram observadas mudanças significativas em comparação com a semana anterior, com os preços permanecendo estáveis. No entanto, em Rotterdam, foram registrados aumentos em todos os tamanhos, principalmente no tamanho 18, com um aumento de 9%, e no tamanho 30, com um aumento de 8%.
Do ponto de vista da análise de mercado, Carlos Ocaña alertou que as frutas mediterrâneas enfrentam um cenário em transformação: as chuvas prolongadas na Espanha — que agora duram 20 dias — e o forte consumo interno no Marrocos devido ao Ramadã aceleraram o fim da safra. Nesse contexto, o Peru ostenta uma colheita recorde, mas também enfrenta o desafio de não saturar o mercado. Se os volumes não forem gerenciados adequadamente, o risco de uma queda acentuada nos preços poderá se concretizar.
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