A Europa registra menos de 1.000 contêineres por semana, mas mantém um volume elevado graças ao domínio peruano.
Pela primeira vez em quatro semanas, as exportações de abacate para a Europa ficaram abaixo da marca de 1.000 contêineres. A 19ª semana registrou um volume estimado de 985 contêineres, representando uma queda de 18% em comparação com a semana anterior. Mesmo assim, o volume permanece expressivo: é 13% superior ao registrado na mesma semana do ano passado, refletindo um mercado ainda ativo apesar da queda temporária.
O líder atual do mercado é o Peru, que domina o fluxo europeu com uma participação de 72%, impulsionado pela menor presença de frutas de outras origens. Esse crescimento se traduz em cerca de 714 embarques desse país. A África do Sul vem bem atrás, com 12%, seguida pela Tanzânia (8%), Brasil (3%) e Colômbia (3%). A Espanha, embora ainda contribua com 2%, praticamente encerrou sua temporada.
Entre os países que registraram aumento de volume, destaca-se o Peru, consolidando sua ascensão na Europa, e o Quênia, que cresceu 6% em relação à semana anterior, embora seu volume permaneça relativamente insignificante. As demais origens apresentaram quedas de magnitudes variadas, com reduções mais notáveis nos embarques da África do Sul e da Espanha.
Em relação aos preços, os dados coletados no mercado de Rotterdam mostram uma tendência geral de queda. Tanto os tamanhos grandes quanto os pequenos estão perdendo valor. Por exemplo, o tamanho 18 apresentou uma queda entre 10% e 11%, uma redução também observada em tamanhos menores, como o tamanho 30. Isso sugere uma pressão de baixa uniforme em todos os tamanhos de fruta.
Segundo o analista Carlos Caña, embora se esperasse uma queda nos preços devido ao aumento da oferta, o fator decisivo foi outro: os atrasos marítimos. Algumas rotas para portos importantes, como Rotterdam e Algeciras, tiveram seus tempos de trânsito aumentados em dias, impactando diretamente o frescor do produto e forçando ajustes de preço. A queda mais acentuada foi observada em peixes de tamanho médio, refletindo a influência crítica que a logística continua a exercer no mercado europeu.
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