Os Estados Unidos monopolizados pelo México
Já se sabia que esta época do ano marca o início dos meses mais produtivos para as exportações de abacate do México, e os números do Relatório Semanal Avobook 40 confirmam isso: ao final da semana anterior, foram registrados 1.364 embarques para os Estados Unidos, incluindo contêineres e caminhões, representando um aumento de 17% em relação à semana anterior. Desse volume, 93% corresponde a abacates mexicanos, deixando pouco espaço para frutas de outras origens.
O aumento é evidente: após uma ligeira queda nos dias anteriores, sua contribuição para o mercado saltou esta semana de 40 milhões de libras para 50 milhões de libras.
Apenas dois países impactam significativamente as estatísticas gerais: a produção local da Califórnia (2,9%), que está em rápido declínio, com o volume de frutas caindo 56% semana a semana; e a produção do Chile, que atualmente detém uma participação de mercado de 2,5%, embora se espere que ultrapasse os abacates californianos nas próximas semanas. De fato, apesar de algumas limitações em seus embarques, estes são 12% maiores do que os da semana anterior.
O Peru permanece presente, mas com uma queda significativa: diminuiu de 1,7 milhão de libras para 300 mil libras, e sua presença nesse mercado não deve se estender além de meados de outubro. As exportações da Califórnia também caíram, 56% em comparação com a semana anterior; e o Chile cresceu ligeiramente (12%), mas deve ultrapassar as da Califórnia nas próximas semanas.
Onde não houve muita mudança foi nos preços, que apresentaram um ligeiro aumento em todos os tamanhos. Por exemplo, o tamanho 34 passou de US$ 26 para US$ 27 por uma caixa de 25 libras (+4%). Para as demais frutas, não houve aumentos superiores a um dólar.
Lembre-se que os detalhes de cada indicador e a evolução semanal dos movimentos do mercado mundial de abacate em todos os mercados e origens podem ser encontrados no Relatório Premium Avobook da Semana 40.