A Espanha regista aumentos de até 50% na produção de abacates, enquanto o Quénia e a Tanzânia ganham terreno.
O mercado europeu encerrou a semana com 775 embarques de abacate, representando uma queda de 8% em comparação com a semana anterior. No entanto, em relação ao mesmo período de 2024, os embarques são 9% maiores, consolidando uma tendência de crescimento na oferta para o continente.
O Peru continua sendo o principal fornecedor, com 71% de participação, embora sua fatia de mercado tenha diminuído ligeiramente. O Quênia vem em seguida, com 13% e ultrapassando a marca de 100 contêineres por semana após um aumento de 20% nos embarques. A Colômbia consolida sua terceira posição com 11%, demonstrando estabilidade com um crescimento de 2% e também se aproximando da marca de 100 contêineres. A África do Sul, por outro lado, registrou uma queda de 24%, ficando com 5% do total.
Um dos destaques da semana foi o preço. Aumentos significativos foram registrados tanto em Rotterdam quanto na Espanha, especialmente para bitolas grandes e médias. A bitola 18 em Rotterdam subiu 36%, marcando um marco: pela primeira vez neste ano, seu preço ultrapassou o da bitola 48 nos Estados Unidos, que vinha caindo há várias semanas. Esse nível de preço na Europa não era visto desde a semana 23. Na Espanha, algumas bitolas registraram aumentos de até 50%, reforçando a pressão de alta no mercado.
O cenário europeu também é influenciado pelas tendências de oferta colombiana. Jorge Molina observou que, após uma breve pausa, o setor está entrando em uma fase crucial com o início da principal safra de 2025-2026, cujos primeiros embarques começarão a chegar à Europa nas próximas semanas.
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