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"O porto de Chancay vai melhorar a competitividade do abacate peruano."

A informação foi divulgada à Avonews por José Antonio Castro, presidente da Associação de Produtores e Exportadores de Abacate Hass do Peru (ProHass), que explicou que as condições climáticas não afetaram a produção e que os volumes e tamanhos serão recuperados até 2025.

Assim como o México exerce forte influência no mercado de abacate da América do Norte, o Peru faz o mesmo no mercado europeu. Em 2024, houve uma queda no volume total de exportações que impactou o mercado, mas também abriu espaço para os produtores que conseguiram suprir a demanda com seus embarques. Por esse motivo, os fornecedores da América do Sul, do Mediterrâneo e da África aguardam ansiosamente o desempenho da produção de abacate em 2025.

Há algumas semanas, o engenheiro agrônomo Alfredo Lira disse à Avonews que as condições climáticas não afetaram as plantações como na safra anterior, projetando uma recuperação de pelo menos 10% em comparação com os volumes exportados em 2024. Ele também prevê uma melhor distribuição da fruta, sem altas concentrações em curtos períodos de tempo.

Veja: https://agraria.pe/noticias/las-7-claves-de-la-proxima-temporada-de-exportaciones-de-pal-38121

A Avonews conversou com José Antonio Castro, presidente da Associação de Produtores e Exportadores de Abacate Hass (ProHass) do Peru, que concorda que 2025 trará uma normalização das exportações de abacate daquele país para todos os seus mercados, particularmente para a Europa, seu principal destino.

Atualmente, a organização conta com 204 produtores associados, representando 40% do volume total exportado pelo Peru. Os 60% restantes são processados por outras 300 empresas. Segundo Castro, uma das principais diferenças entre a temporada passada e a que está começando é que os fatores climáticos, que impactaram a produção anterior, se estabilizaram.

“As condições climáticas estão se normalizando nas principais áreas produtoras de abacate do Peru. Isso nos leva a crer que a queda de 10% em 2024 será recuperada e que poderemos até mesmo observar um crescimento significativo em 2025”, prevê o presidente da ProHass. Embora prefira não se comprometer com números específicos, ele observa que a projeção dos embarques de frutas é feita em colaboração com seus sócios e outros produtores e exportadores de Hass, alertando que é preciso aguardar o desenvolvimento dos primeiros meses da colheita.

“Todos os anos, a ProHass trabalha com muita competência para consolidar informações e compartilhar as projeções de volume para o setor e por destino com todas as partes interessadas. Essas informações podem ser compiladas após a queda natural da safra de frutas, que ocorre principalmente entre janeiro e março”, explica ele.

No entanto, ele ressalta que o foco voltará a ser a Europa, observando que a distribuição das exportações peruanas nos últimos anos tem sido a seguinte: 62% para a Europa; 13% para os Estados Unidos; 12% para o Chile; 7% para a China; e 2% para o Japão. O restante se distribui entre diversos outros mercados.

Priorize a qualidade acima de tudo.

Um dos objetivos da organização é garantir que as frutas sejam enviadas quando as condições forem ideais para que cheguem em boas condições. De fato, segundo dados da Avobook, os embarques na quarta semana foram 53% menores do que no mesmo período de 2024, o que pode ser atribuído à necessidade de aguardar o processo de amadurecimento para garantir a qualidade.

Questionado sobre um possível início antecipado da campanha, José Antonio Castro é categórico: a qualidade deve ser priorizada acima de tudo.

“Na ProHass, queremos conscientizar todos os produtores, exportadores, importadores e autoridades para que possamos unir forças e exportar abacates fisiologicamente maduros. Isso começa com um teor de matéria seca acima de 21,5% e, idealmente, podemos iniciar nossas colheitas com um teor de matéria seca de pelo menos 22,5%. Isso nos ajudaria a fornecer abacates de maior qualidade”, afirma o presidente da associação de produtores de abacate do Peru. Castro não acredita que haverá surpresas na distribuição de frutas ao longo do ano, em comparação com os picos de embarques que normalmente ocorrem: "A curva de produção e exportação tem um comportamento bastante conhecido, em que os maiores volumes são exportados nas semanas de junho e julho."

Castro não acredita que haverá surpresas na distribuição de frutas ao longo do ano, em comparação com os picos de embarques que normalmente ocorrem: "A curva de produção e exportação tem um comportamento bastante conhecido, em que os maiores volumes são exportados nas semanas de junho e julho."

Cosco Chancay: um porto que irá melhorar a sua competitividade.

As mudanças esperadas se concentram na melhoria da competitividade das frutas peruanas, especialmente nos mercados do leste, devido à abertura do porto de Chancay, que atende a uma demanda por infraestrutura já existente há algum tempo entre os exportadores agrícolas, que assumiram o custo dessa lacuna.

“O déficit de infraestrutura do país está na agenda do governo há décadas e, apesar disso, a economia peruana, e as exportações agrícolas em particular, conseguiram crescer, mesmo tendo alguns dos custos operacionais de logística mais altos da região. O porto de Chancay agora é uma realidade e nos ajudará muito a sermos mais competitivos em termos de custos logísticos, a termos serviços de transporte marítimo mais frequentes e melhores, e tempos de trânsito mais curtos, especialmente para os mercados asiáticos. Será uma grande oportunidade para todos os produtos agrícolas e, claro, para o abacate peruano”, explica.

Isso permite que a ProHass continue explorando, promovendo e consolidando novos mercados.

Em termos de tamanho, o setor espera uma recuperação para os volumes habituais.

“Isso requer duas condições básicas: um maior número de frutos por árvore e um maior peso por fruto, o que influencia o tamanho. Este ano, o Peru deverá recuperar sua faixa típica de tamanhos, ou seja, frutos entre 225 e 285 gramas”, prevê Castro.

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