O mercado britânico de abacate ainda tem mais de 50% dos consumidores a conquistar.
Um estudo da Organização Mundial do Abacate revela que menos da metade das famílias do Reino Unido compra abacates, mas as famílias jovens estão se consolidando como o motor do crescimento futuro.
O consumo de abacate no Reino Unido continua a crescer. De acordo com uma nova análise da Organização Mundial do Abacate (WAO), apenas 47% dos lares britânicos compram abacates pelo menos uma vez por ano, deixando mais da metade do mercado inexplorado. O estudo identifica uma clara oportunidade ao focar em pais de 28 a 44 anos com filhos em idade escolar, um grupo que tende a comprar em maiores quantidades e com mais frequência do que outros segmentos.
Ao contrário de outros mercados europeus mais maduros, o crescimento do abacate no Reino Unido depende menos do aumento da frequência de compra e mais da atração de novos consumidores. Os britânicos costumam consumir essa fruta no café da manhã, no almoço e como lanche, com uma presença notável na nutrição infantil: 31% dos entrevistados relataram oferecer abacate aos seus filhos, número que sobe para 42% entre os pais de bebês. Essa tendência torna as famílias jovens um pilar fundamental para o desenvolvimento do mercado.
O estudo também indica que os principais motivos de compra são saúde, sabor e facilidade de preparo, embora ainda persistam barreiras como a falta de conhecimento sobre seus usos, a percepção de preço elevado e dúvidas sobre o ponto de maturação. “Agora que entendemos as especificidades dos consumidores britânicos, podemos nos comunicar ativamente com eles, seja pela imprensa local, redes sociais ou diretamente nas lojas”, afirmou Zac Bard, presidente da WAO. Ao contrário de mercados como Espanha ou Alemanha, onde a torrada com abacate domina o consumo urbano, o Reino Unido posiciona o abacate como um alimento familiar, nutritivo e versátil.
Fonte: portalfruticola.com