O Equador inicia operações em mercados-chave da América do Norte e do Mercosul em 2025.
O Equador se prepara para um ano crucial em sua entrada no mercado internacional de abacate. Em 2025, o país dará um passo estratégico ao iniciar operações comerciais nos Estados Unidos, Canadá e países do Mercosul. Segundo Santiago Pinto Díaz, presidente da Interanza, as primeiras exportações para o Cone Sul começarão nos primeiros meses do ano, enquanto os embarques para o mercado americano terão início no segundo semestre.
Para Pinto, embora o Equador ainda seja um pequeno produtor em comparação com outros produtores internacionais, como Marrocos, Colômbia ou Peru, que tradicionalmente se concentram na Europa, essa expansão representa uma importante oportunidade de diversificação.
"O impacto reside na diversificação. Ter novas oportunidades em mercados como a América do Norte e o Cone Sul permite-nos reduzir os riscos e evitar que o crescimento orgânico dos nossos volumes seja interrompido por uma concorrência mais forte dos grandes intervenientes na Europa", explicou Pinto Díaz.

A entrada nesses novos mercados não significa apenas maiores oportunidades, mas também desafios. “São mercados obviamente novos, com protocolos fitossanitários e consumidores diferentes. Precisamos trabalhar em um plano de posicionamento inteligente que nos permita crescer passo a passo, graças a uma clara diferenciação de nossos produtos. No entanto, como são mercados de alta demanda, o desafio será aumentar o volume nas próximas temporadas”, acrescentou o executivo.
Essa medida reforça o compromisso do Equador em consolidar sua presença em mercados internacionais importantes, apostando na diversificação como estratégia diante da concorrência global cada vez mais acirrada.
Uma origem crescente
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária do Equador, o país aumentou sua área de cultivo de abacate nos últimos anos, de 3.000 hectares em 2018 para mais de 5.000 hectares em 2023, incluindo as variedades Hass e Fuerte (casca verde). Esse crescimento reflete o interesse e o potencial do setor para abastecer os mercados internacionais.
Além disso, entidades governamentais, não governamentais e do setor privado têm colaborado na promoção e internacionalização dessa nova cadeia de valor, bem como na implementação de diversos programas de capacitação e assistência técnica para produtores de abacate, com o objetivo de atender aos padrões de qualidade exigidos por mercados como a União Europeia, a Rússia, o Oriente Médio, os Estados Unidos e o Cone Sul. Essas iniciativas visam fortalecer a competitividade do abacate equatoriano no exterior.

A abertura desses mercados também é apoiada por acordos comerciais e fitossanitários que o Equador negociou nos últimos anos. A Agência de Regulação e Controle da Saúde Animal e Vegetal (AGROCALIDAD) tem trabalhado em conjunto com seus parceiros internacionais para garantir que os abacates equatorianos estejam em conformidade com as normas e exigências de importação, facilitando assim o acesso a novos mercados.
Com essas ações, o Equador busca se posicionar como um fornecedor confiável e de alta qualidade no mercado global de abacate, aproveitando as oportunidades oferecidas por mercados de alto consumo e diversificando seus destinos de exportação para garantir o crescimento sustentável do setor.