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Crescimento do mercado internacional de abacate: Chile e Colômbia no cenário global.

O mercado internacional de abacate tem apresentado um crescimento significativo nos últimos anos, impulsionado principalmente pelas exportações de países como Chile e Colômbia. Esses países se consolidaram como importantes fornecedores em mercados-chave como os Estados Unidos e a Europa, contribuindo para o aumento global da demanda por essa fruta.

Chile: um ator fundamental no mercado de abacates

O Chile exporta abacate há décadas e sua importância no mercado global tem crescido constantemente. Os Estados Unidos, maior consumidor mundial de abacate, são um dos principais destinos das exportações chilenas. Com um consumo anual de 1,3 bilhão de quilos, os Estados Unidos importam 85% de seus abacates do México, seguidos pela Califórnia, Peru, Colômbia e Chile. Essa diversificação de fornecedores permitiu ao Chile fortalecer sua posição no mercado.

Na Europa, o consumo de abacate cresceu exponencialmente. Há dez anos, o consumo europeu era de 2 milhões de quilos por semana, número que aumentou para 14-15 milhões de quilos por semana, com picos de até 20 milhões durante os meses de verão. Esse crescimento deve-se, em grande parte, às promoções e aos preços competitivos oferecidos por fornecedores como o Peru e o Chile.

“Inicialmente, a Europa consumia 2 milhões de quilos por semana, depois 5 milhões de quilos por semana. Hoje, podemos estimar em torno de 14 a 15 milhões de quilos por semana”, explicou Víctor Ruete, diretor da Baika Fruit, empresa chilena exportadora de abacates, para a Europa.

A Colômbia, por sua vez, emergiu como um novo fornecedor com grande potencial no mercado de abacates. Ao contrário de outros países produtores, a Colômbia tem capacidade para produzir abacates durante todo o ano, graças ao seu clima tropical e às diversas altitudes. Embora ainda enfrente desafios para garantir uma qualidade consistente, o país melhorou significativamente sua produção e qualidade nos últimos anos.

A entrada da Colômbia no mercado internacional foi bem recebida, especialmente na Europa, onde a demanda continua a crescer. A Colômbia provou ser uma concorrente viável, oferecendo abacates durante as épocas em que outros fornecedores têm menor produção.

“A Colômbia é uma fonte capaz de produzir 365 dias por ano... é uma fonte com grande potencial”, acrescentou Ruete.

Desafios e oportunidades

O mercado de abacates enfrenta desafios. As mudanças climáticas e as condições de produção em constante evolução criaram incertezas no setor. No entanto, tanto o Chile quanto a Colômbia demonstraram capacidade de adaptação e superação desses obstáculos, mantendo um fornecimento consistente e de alta qualidade.

Nos Estados Unidos, após 15 anos de crescimento contínuo no consumo de abacate, observou-se uma ligeira queda de 4% no último ano. Apesar disso, a demanda permanece alta e os fornecedores estão trabalhando para melhorar a eficiência e a sustentabilidade de suas operações.

Na Europa, embora o consumo tenha diminuído 8% em comparação com o ano passado, espera-se que a demanda se recupere, impulsionada pela promoção contínua e pela disponibilidade de abacates de alta qualidade. “No caso da Europa, a temporada é medida de forma diferente devido às diversas origens e à sobreposição das épocas agrícolas. Atualmente, estamos vivenciando um consumo menor, cerca de 8% inferior ao registrado nesta mesma época do ano passado”, comentou Ruete.

O futuro do mercado internacional de abacate parece promissor. Espera-se que tanto o Chile quanto a Colômbia continuem expandindo suas exportações, aproveitando as oportunidades em mercados emergentes e consolidando sua presença nos mercados já estabelecidos. Diversificar os fornecedores e otimizar as cadeias de suprimentos serão fundamentais para atender à demanda global e garantir o crescimento sustentável da indústria de abacate.

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