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A Corpohass prevê um ano promissor para o abacate Hass colombiano em 2024.

Em entrevista com Katheryn Mejía, diretora executiva da Corpohass, foram abordados diversos temas relacionados ao setor de abacate Hass na Colômbia, incluindo gestão climática, expansão da produção, acesso a novos mercados e estratégias para enfrentar a concorrência internacional.

Mejía explicou que a Colômbia está consolidando sua posição como uma das principais exportadoras de abacates Hass, com projeções de 147 mil toneladas para 2024.

“De acordo com as estatísticas que temos mantido na Corpohass, as safras fora de temporada e principais normalmente representam cerca de 35 a 37% do total, enquanto a safra fora de temporada representa de 62 a 65% da safra principal. No entanto, 2023 apresentou padrões atípicos, provavelmente devido ao fenômeno La Niña, que teve seu maior impacto naquele ano. Isso fez com que a safra fora de temporada representasse 24% do total e a safra principal, 76%”, acrescentou.

Em relação ao número real de hectares de abacate Hass atualmente existentes no país sul-americano, Mejía explicou que, segundo o censo realizado pelo Ministério da Agricultura há 5 anos, existem cerca de 55.000 hectares de abacate Hass plantados na Colômbia e, no momento, não há dados sobre outras variedades que tenham sido plantadas no país.

Com relação às estratégias que estão sendo implementadas para mitigar o impacto das mudanças climáticas, sejam elas decorrentes de chuvas contínuas ou períodos sem chuva, Mejía enfatizou que o setor vem se preparando para se adaptar às mudanças climáticas.

“O setor se preparou para se adaptar às mudanças climáticas. Primeiramente, compilamos estatísticas para entender como as culturas se comportam em resposta a fenômenos como El Niño e La Niña. Também implementamos práticas agrícolas, como a melhoria da drenagem nas lavouras e a captação de água da chuva para uso durante períodos de seca. Além disso, estamos acompanhando de perto as previsões climáticas do Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (IDEAM). Ademais, a Corpohass, em colaboração com a Associação Colombiana de Agricultores (SAC), participa de um grupo de trabalho que nos fornece previsões climáticas semanais. Com essas informações, enviamos alertas aos nossos associados para que possam se preparar e continuar implementando novas práticas.”

Crescimento do setor e estratégias para enfrentar os desafios

Mejía explica que o país possui atualmente 55.000 hectares, distribuídos por 16 departamentos e mais de 220 municípios, dedicados à produção de abacates Hass, e que o crescimento e desenvolvimento do setor estão mais focados em colocar esses 55.000 hectares em produção.

“É importante lembrar que o país possui aproximadamente 32.000 hectares registrados como Fazendas Exportadoras, o que indica um potencial significativo de crescimento na produção e exportação da fruta. Além disso, vale destacar que a Corpohass lidera uma iniciativa chamada Mapa Hass, que visa diagnosticar e coletar informações em cada município e departamento produtor para entender o estado atual dos pomares e fazer projeções de crescimento para os próximos anos”, acrescentou.

Com relação ao crescimento do mercado de abacate e à entrada de novos países produtores, Mejía destaca que uma das grandes vantagens da fruta colombiana é seu bom posicionamento na Europa e nos Estados Unidos.

“Com a entrada de mais países produtores nos mercados, os desafios aumentam. Na Europa, enfrentamos desafios com a implementação do Pacto Ecológico Europeu. No entanto, estamos trabalhando com o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente e a FAO para nos prepararmos para esse cenário na Europa. As frutas colombianas têm a vantagem de serem reconhecidas na Europa e nos Estados Unidos por sua alta qualidade e sustentabilidade, refletidas em nossas certificações socioambientais.”

Além disso, nossa marca "Abacate da Colômbia" destaca nosso compromisso com a sustentabilidade e o impacto positivo na economia, na sociedade e no meio ambiente. Nos Estados Unidos, nosso objetivo é conquistar a Costa Leste e, para isso, estamos nos preparando em termos de qualidade e projetando volumes consistentes.

Com relação à autorização de hectares permitidos pelos Estados Unidos, Chile e outros mercados, Mejía argumenta que, embora estejam trabalhando em estreita colaboração com o Instituto Colombiano de Agricultura para priorizar a autorização para mercados-chave como os EUA e o Chile, sua prioridade está focada em consolidar e atender os mercados em que estão crescendo.

“Temos trabalhado em estreita colaboração com o Instituto Colombiano de Agricultura para priorizar a abertura de mercados-chave, como os EUA e o Chile. Temos um bom conhecimento das áreas de produção com potencial e dos requisitos operacionais necessários. Também estamos fazendo projeções mensais para aumentar o número de fazendas abertas. Por enquanto, estamos focados em atender bem a Europa, continuar crescendo nos EUA e consolidar nosso produto no mercado chileno. No futuro, consideraremos outras opções, como derivados de abacate ou produtos processados.”

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