A Colômbia e o abacate Hass: a maturidade de uma indústria que compete através da tecnologia.
O abacate Hass colombiano está a passar por um período de consolidação técnica. Após mais de uma década de expansão, o setor está a transitar de uma fase de crescimento acelerado para um modelo em que a profissionalização é a base da competitividade. Neste contexto, a Cartama demonstrou que competir nos mercados internacionais exige muito mais do que volume: requer consistência, rastreabilidade e um desempenho pós-colheita tecnicamente controlado.
Os mercados internacionais como a Europa, o Reino Unido e os Estados Unidos já não exigem apenas a disponibilidade de fruta; requerem processos fiáveis, padronizados e verificáveis. Esta evolução levou empresas com foco técnico, como a Cartama, a tornarem-se referências para um modelo de produção mais exigente e sustentável.
O país continua a avançar como uma origem em expansão, e a confiança do mercado baseia-se em grande parte em operações que desenvolveram disciplina técnica ao longo do tempo. Este progresso não é por acaso, mas sim o resultado de anos de aprendizagem, padronização e tomada de decisões baseada em dados.
Surgiram no setor diferentes interpretações da situação atual, mas o comportamento da indústria revela uma outra realidade: a Colômbia atravessa um processo natural de maturação técnica, impulsionado por operações que compreenderam que a competitividade se constrói com rigor agronómico e gestão pós-colheita.
Operações desenvolvidas sem bases agronómicas sólidas, sem gestão adequada da carga, sem critérios claros de nutrição, sem planeamento pós-colheita e sem controlo sobre o estado fisiológico da árvore, estão a ficar para trás em relação àquelas que, como a Cartama, construíram procedimentos estruturados, medições constantes e disciplina operacional.
Esta adaptação não representa um retrocesso, mas sim um fortalecimento. Os mercados internacionais não recompensam o improviso; recompensam a fiabilidade. E as empresas colombianas estão a caminhar para um perfil em que a técnica, aplicada de forma consistente pelas empresas líderes, determina a sua viabilidade a longo prazo.
A técnica materializa-se na fruta: o papel da dupla passagem
A qualidade para exportação começa com a gestão das árvores e é confirmada pelas decisões de colheita. Os abacates Hass colombianos apresentam uma floração escalonada, resultando em frutos com diferentes níveis de maturação na mesma árvore. Em resposta a esta condição fisiológica, a Cartama implementou sistemas de verificação avançados que permitem elevar consistentemente os padrões de qualidade.
Nesta temporada, a Cartama implementou a metodologia de dupla passagem, que consiste numa primeira colheita seletiva dos frutos que já atingiram a percentagem ideal de matéria seca, entre 23% e 27%, e uma segunda passagem, semanas depois, para colher aqueles que completam o seu desenvolvimento em condições ideais, garantindo uma textura cremosa, sabor pleno e um comportamento pós-colheita superior.

Resultados comprovados
Os sistemas de análise, medição e controlo de qualidade desenvolvidos pela Cartama confirmam os benefícios técnicos e comerciais desta metodologia:
- Aumento da percentagem de fruta exportável de 81% para 95%.
- O preço médio por quilograma aumentou entre 10% e 20%, com uma maior proporção de tamanhos americanos 40, 48 e 60.
- Redução das perdas por desidratação e melhoria da uniformidade do amadurecimento no destino.
- Maior estabilidade pós-colheita, com a fruta capaz de manter a sua qualidade durante longas viagens para a Europa e o Reino Unido.
Estes resultados consolidam a dupla passagem como uma ferramenta eficaz para melhorar a rentabilidade e a competitividade, sem necessidade de aumentar a área cultivada, quando aplicada dentro de um sistema técnico estruturado como o desenvolvido pela Cartama.
Outras ações implementadas focam-se no manuseamento rigoroso no campo e durante o processo de embalagem.
Além da dupla passagem, a Cartama reforçou as suas práticas de gestão agronómica precisa, incluindo a fertilização à medida das necessidades da cultura, a poda técnica e a gestão responsável de pragas e doenças. Estas práticas resultam em frutos mais uniformes e resistentes, com o equilíbrio nutricional necessário para um desempenho ideal no seu destino final.
Além disso, os critérios de classificação dos frutos no campo e na unidade de embalagem foram reforçados, elevando os padrões de seleção e melhorando os processos de embalagem. Isto permitiu uma transição para embalagens mais uniformes, reduzindo as variações entre frutas e minimizando efeitos como o efeito tabuleiro de xadrez, que impactam negativamente a perceção de qualidade no destino.
Na área da logística, a Cartama otimizou os fluxos operacionais e reforçou a rastreabilidade da fruta ao longo de toda a cadeia, permitindo um maior controlo desde a origem até ao mercado final e uma resposta mais precisa às necessidades dos clientes internacionais.
Uma agricultura construída para o longo prazo.
A sustentabilidade, entendida como gestão eficiente dos recursos, cuidado do solo e coerência operacional, tornou-se o suporte técnico e económico da cultura e um pilar fundamental do modelo de produção da Cartama.
A Colômbia está a evoluir para um modelo mais técnico, mensurável e autossuficiente. Este progresso é positivo: os mercados internacionais reconhecem cada vez mais a qualidade de origem quando esta provém de processos ordenados, consistentes e transparentes, como os conduzidos por empresas com um sólido enfoque técnico.
Uma origem que se consolida a partir da evidência.
A reputação de um produto não se constrói com base em meras alegações, mas em factos verificáveis. As melhorias implementadas no campo e nos processos pós-colheita reforçam a consistência dos frutos que a Cartama fornece atualmente aos mercados internacionais, em linha com as expectativas reais do mercado.
A Colômbia não atravessa um período de incerteza, mas sim de consolidação técnica. A indústria que sobreviver será aquela que mede, ajusta e melhora.
E é esta a história que o país está hoje a escrever como uma história de origem, impulsionada por empresas como a Cartama: uma indústria que entendeu que a qualidade não é prometida; ela é comprovada.