A Colômbia continuará a aproveitar as oportunidades para abacates de pequeno porte na Europa.
Segundo projeções de Sebastián de la Cuadra, CEO da Avobook, os embarques de abacate colombiano podem chegar a 220 contêineres por semana. Ele explica por que o mercado europeu continua sendo a melhor opção para essa fruta.
A Avobook tem acompanhado de perto a evolução das exportações de abacate da Colômbia. Só nesta semana, registrou-se um aumento nos volumes recebidos no mercado internacional, com 185 contêineres ao final da semana 42, representando um aumento de 36% em comparação com a semana 41.
O objetivo das suas exportações tem sido claro: destinar 90% da sua produção à Europa, onde se abrem oportunidades para abacates com qualidades facilmente encontradas na oferta colombiana.
Isso é explicado por Sebastián de la Cuadra, CEO da Avobook, que analisa o estado atual das exportações daquele país, com base nos dados fornecidos semanalmente pelo Relatório Avobook.
Segundo ele, “a Colômbia se manteve estável. O número de contêineres por semana fica entre 150 e 180, com foco na Europa.”
Diferentemente do Chile, a Colômbia não descartou completamente o aumento das exportações para os Estados Unidos. Mesmo assim, o mercado europeu continua atraente, especialmente agora que existe uma oportunidade significativa de vender minério de menor granulometria a preços competitivos.
“O mercado americano é amplamente dominado pelo México. Mas a Colômbia certamente estará monitorando o mercado europeu para ver quanto os EUA estão destinando a ele. A boa notícia é que há espaço para calibres menores na Europa, então, na Colômbia, a estratégia mais eficiente hoje pode ser direcionar os calibres menores para a Europa e os calibres maiores para os Estados Unidos”, explica ele.
Naturalmente, Sebastián de la Cuadra salienta que se trata de uma possível reorganização das suas remessas, mas não de um aumento do seu volume semanal de exportações.
“Isso não significa necessariamente que haverá mais frutas vindas da Colômbia nas próximas semanas; pelo contrário, o volume permanecerá muito estável, entre 180 e 220 contêineres por semana. Essa será a safra colombiana, que se manterá nesses números, muito estável, pelo menos até fevereiro”, explica o CEO da Avobook.
Vale lembrar que um fator que determina o destino de suas frutas é o número limitado de pomares que possuem as certificações necessárias para enviar abacates aos Estados Unidos.
De la Cuadra destaca que "a Colômbia não pode enviar produtos de todos os campos, apenas de certas áreas certificadas para exportação aos Estados Unidos".
Portanto, a Europa continuará sendo seu destino natural, já que não há restrições que impeçam o envio de frutas de qualquer região, no que diz respeito às certificações.
“Acredito que a Europa continuará precisando de frutas colombianas, tanto de tamanho médio quanto pequeno, enquanto Marrocos e Israel também contribuem com frutas maiores e de melhor qualidade. A Espanha também tem frutas grandes, então acho que o futuro da Colômbia continuará sendo nesse continente”, conclui Sebastián de la Cuadra.