A China mantém a estabilidade de preços, enquanto o Peru detém 100% do mercado.
O mercado chinês permaneceu praticamente inalterado durante a 14ª semana. Estima-se que chegaram 80 contêineres de abacate, uma ligeira queda de 7% em comparação com a semana anterior, mas ainda bem acima dos níveis registrados na mesma semana do ano passado. Essa queda não altera a tendência geral de crescimento que o país asiático vem apresentando, nem a projeção para as próximas semanas, onde já se prevê um volume semanal superior a 100 contêineres.
Em relação à origem da fruta, o Peru consolidou sua posição como fornecedor exclusivo nesta semana. O volume marginal que o Chile contribuía nas semanas anteriores — geralmente não superior a 5% — desapareceu completamente, deixando o Peru como o único participante nas exportações para a China. Esse domínio absoluto marca uma nova fase na temporada para esse destino.
Os preços, por sua vez, permaneceram estáveis em comparação com a semana anterior, sem apresentar variações significativas. No entanto, quando comparados à mesma semana de 2024, observa-se um aumento de 17%, especialmente nos tamanhos mais procurados, como os de 18 a 24. Esse comportamento, na verdade, replica uma tendência que costuma se repetir ano após ano: justamente nesta época do ano, os preços começam a subir semana após semana, formando uma curva ascendente que, com base em observações históricas, pode se estender por pelo menos mais quatro semanas.
A China continua a se posicionar como um mercado-chave, com claros sinais de estabilidade e margens de preço que permanecem atrativas para o principal fornecedor nesta fase: o Peru.
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