O Chile se torna o principal fornecedor de abacates na Europa, com uma participação de mercado de 47%.
O mercado europeu de abacate encerrou a semana 42 com 1.007 contêineres importados, um volume praticamente igual ao da semana anterior — apenas 2% superior —, mas 78% maior do que o registrado na mesma semana de 2024. Embora o fluxo total de frutas permaneça estável, a estrutura de participação por origem sofreu uma mudança significativa, marcando um ponto de inflexão no comércio continental.
Pela primeira vez em vários meses, o Peru deixou de ser o principal fornecedor de abacates para a Europa. O Chile assumiu a liderança com 47% do total das exportações, ultrapassando o país andino, cuja participação caiu para 25%. A Colômbia reforçou sua presença com 10% — ultrapassando 100 contêineres por semana —, enquanto Israel alcançou 6%, o Quênia 5%, e o México e a África do Sul completaram o cenário com 3% cada.
O aumento da participação do Chile e de Israel foi uma das mudanças mais notáveis da semana. Em contrapartida, Peru, África do Sul e Quênia apresentaram quedas em seus volumes, sendo o caso do Peru o mais acentuado, com uma queda de 45% em comparação com a semana anterior.
Em termos de preços, o mercado permanece firme. Em Roterdã, os tamanhos médios — entre 18 e 22 — registraram um aumento médio de 15%, enquanto os demais tamanhos permaneceram estáveis. Na Espanha, observou-se uma queda de 10% nos tamanhos maiores (14 a 16), enquanto os tamanhos médios mantiveram seus preços.
Segundo o analista Jorge Molina, o mercado europeu está se aproximando de uma fase de ajuste sazonal. Historicamente, entre as semanas 45 e 50, os preços tendem a cair devido à chegada das chamadas "origens de inverno", que contribuem com maior volume para o continente.
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