A Califórnia exige a retomada das inspeções do USDA em abacates mexicanos devido ao aumento de pragas.
A Comissão de Abacate da Califórnia alerta para os riscos à indústria local após a retirada dos inspetores americanos do México e está pressionando o Congresso e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para restabelecer os controles fitossanitários.
A Comissão de Abacate da Califórnia (CAC) intensificou a pressão sobre o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para que restabeleça os protocolos de inspeção em pomares e instalações de embalagem no México, após um aumento alarmante na detecção de pragas desde que o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) transferiu essas responsabilidades para as autoridades mexicanas no final de 2014. A CAC enfatiza que essa mudança coloca em risco uma indústria californiana de US$ 1,5 bilhão.
Durante quase três décadas, os inspetores do USDA realizaram verificações pré-embarque na origem, impedindo a entrada de pragas como o gorgulho do caule e o gorgulho da semente. No entanto, desde a transferência de responsabilidades, houve um aumento nos casos em centros de embalagem mexicanos, gerando preocupação entre produtores e membros do Congresso. A Comissão alertou que, se as condições de segurança necessárias para reativar o sistema de inspeção não forem garantidas, a importação de abacates mexicanos para os EUA, que atualmente suprem até 90% do consumo interno, deverá ser suspensa.
A CAC liderou uma intensa campanha de lobby em Washington, D.C., reunindo-se com legisladores como Darrell Issa, Ken Calvert e Glenn Thompson, e garantindo uma carta bipartidária à Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins. Além disso, o Senador Boozman, presidente da Comissão de Agricultura do Senado, manifestou sua disposição em intervir. A Comissão insiste que exportar para os EUA é um privilégio, não um direito, e que, sem inspeções adequadas, esse privilégio deve ser reavaliado.
Fonte: portalfruticola.com