A Califórnia aumentou sua participação no mercado norte-americano, enquanto o México registrou um declínio significativo.
Ao final da 9ª semana, os embarques de abacate para os Estados Unidos atingiram aproximadamente 1.482 contêineres, um nível semelhante ao da semana anterior, com uma diferença de menos de 1%. Comparado ao mesmo período do ano passado, o volume apresenta um aumento de 10%.
O México continua sendo o principal fornecedor, respondendo por 79% do total, seguido pela Colômbia com 11%, Califórnia com 7% e Chile com 2%. O Peru ainda não iniciou os embarques, pois sua produção está voltada para o mercado europeu.
Nos Estados Unidos, os preços variam de acordo com a bitola. As bitolas maiores permaneceram relativamente estáveis, com uma ligeira queda entre 2% e 3%. Em contrapartida, as bitolas menores registraram aumentos, principalmente a de 84 mm, com uma alta de 11%, o que reduziu a diferença de preço entre os segmentos. Já a bitola de 60 mm apresentou a maior queda, de 6%, embora essa redução não tenha sido significativa.
Em termos de origem, a Califórnia aumentou sua participação em comparação com a semana anterior. O México, por outro lado, registrou uma queda no volume de exportações em relação à oitava semana.
Segundo a última coluna de Sergio Paz, essa queda não se deve apenas a fatores de produção, mas também à implementação da tarifa de 25% sobre as exportações mexicanas a partir de 4 de março. Diante da incerteza resultante, muitos exportadores optaram por suspender suas colheitas e embarques até que pudessem avaliar o impacto nos custos e preços, enquanto os importadores, responsáveis pelo pagamento da tarifa, também agiram com cautela.
Em decorrência da menor colheita no início da décima semana, os estoques diminuíram, aumentando as preocupações com um possível aumento nos preços pagos aos produtores. Para mitigar a situação, os varejistas começaram a pressionar outras origens para que aumentem sua participação no mercado. Espera-se que Califórnia, Colômbia e, eventualmente, Peru aumentem seus volumes de exportação. Atualmente, apenas a Califórnia está isenta dessas tarifas, embora tarifas gerais sobre importações agrícolas estejam programadas para entrar em vigor em 2 de abril, o que também poderá afetar a Colômbia e o Peru.
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