O Brasil está reforçando sua presença no mercado global de abacate com a variedade Hass.
Ligia Falanghe Carvalho, presidente da Abacates do Brasil, nos conta: “Somos o sexto maior produtor de abacate do mundo, e a indústria do abacate tem experimentado um crescimento notável nos últimos anos. Com um crescimento anual de 20% na expansão da área plantada e uma produção anual de 44 milhões de toneladas de abacates de diversas variedades, o país tem se destacado pelo recente foco na variedade Hass, produzindo 1 milhão de toneladas para exportação.”
Há uma década, impulsionados pelo boom do abacate Hass, os produtores brasileiros começaram a plantar e aprimorar suas técnicas de cultivo, enfrentando desafios operacionais e logísticos únicos em comparação com outras variedades tradicionais. Nesse contexto, a associação Abacates do Brasil tem desempenhado um papel crucial na promoção de boas práticas entre os produtores e no incentivo ao consumo interno dessa variedade cada vez mais popular.
Prevê-se um crescimento significativo da área cultivada com abacate Hass nos próximos anos, impulsionado pelo crescente interesse dos citricultores locais em investir nessa cultura lucrativa. Os principais mercados-alvo para o abacate Hass brasileiro são o mercado interno e as exportações para a Europa e Argentina, representando 60% e 40% das vendas, respectivamente.
Apesar do amplo período de produção do abacate Hass no Brasil (de fevereiro a setembro), as exportações se concentram principalmente nos meses de fevereiro a abril. Este ano, graças às condições climáticas favoráveis, a matéria seca foi obtida mais cedo do que o habitual, permitindo o início das exportações na última semana de janeiro. Esse avanço estratégico foi crucial para compensar a temporada mais curta causada pela entrada antecipada do Peru no mercado.
Em resumo, o Brasil está consolidando sua posição como um ator-chave no mercado global de abacate, impulsionando a produção e a exportação da variedade Hass para atender à crescente demanda interna e internacional. Com foco em qualidade, inovação e sustentabilidade, o "ouro verde" brasileiro promete continuar brilhando no cenário agrícola mundial.