A Baika dá início a uma nova temporada de abacates chilenos com frutas de alta qualidade e expectativas de maior volume.
Com frutos de excelente qualidade e volumes crescentes, o Chile inicia uma nova temporada de abacate marcada pela recuperação da produção e pelo desafio de competir em mercados bem abastecidos. Baika destaca o impacto positivo das chuvas, o amadurecimento mais rápido dos frutos e uma estratégia técnica voltada para a consolidação do abacate chileno em importantes mercados internacionais.
O início da safra 2025-2026 do abacate chileno traz boas notícias para o setor: frutos de excelente qualidade, aumento no volume esperado e recuperação sustentada nas áreas produtoras do norte do país. No entanto, o mercado apresenta desafios significativos devido à forte concorrência internacional e a um mercado global mais saturado do que nos anos anteriores.
Antonio Lante, gerente da empresa exportadora Baika, explica que a colheita começou em ritmo mais lento do que o habitual. “Até a semana 37, a temporada foi mais lenta do que as anteriores, principalmente porque houve uma safra de abacate peruana muito maior no final da temporada e os mercados já estavam bem abastecidos. Não havia necessidade de buscar uma nova fonte, como o Chile”, observa.
Essa situação mudou rapidamente a partir da semana 38, quando os volumes de carga chilena começaram a aumentar de forma constante. “Desde então, o Chile começou a aumentar seu volume e hoje está enviando cargas maiores do que nas últimas temporadas. De fato, a semana 38 marcou uma semana histórica para a carga chilena”, destaca Lante.

Um dos aspectos mais positivos do início da temporada tem sido a qualidade da fruta. Segundo o executivo, diversos fatores contribuíram para isso. “Como o mercado estava mais restritivo, a colheita foi menor, o que permitiu que a fruta atingisse um nível mais alto de matéria seca e teor de óleo. Isso resultou em frutas de qualidade muito superior no início da temporada”, explica.
Além disso, as condições climáticas foram favoráveis. “Tivemos duas temporadas com chuvas melhores e frutas muito boas da região norte. Não tivemos nenhuma geada significativa este ano, e isso também influencia bastante a qualidade”, acrescenta Lante.
A disponibilidade de água tem sido fundamental para essa recuperação. Após anos de seca, o aumento das chuvas permitiu que a produtividade dos pomares se recuperasse. "Tudo isso está nos ajudando a ter um volume maior de frutas. Em termos de qualidade, começamos um pouco atrás, mas com melhor teor de matéria seca e óleo", resume ele.

O contexto internacional, no entanto, apresenta desafios significativos. “Os mercados estão muito mais bem abastecidos do que nas temporadas anteriores”, alerta o gerente da Baika. Nos Estados Unidos, o México mantém uma alta disponibilidade de frutas, o que limita a janela de entrada para os abacates chilenos. “Ao contrário do ano passado, quando os Estados Unidos eram um mercado importante para o Chile, hoje não vemos uma janela significativa devido à grande quantidade de frutas mexicanas”, afirma Lante.
Na Europa, principal destino das frutas chilenas, a situação é semelhante. "Começou muito mais devagar e com preços mais baixos do que na temporada anterior, porque o Peru teve uma colheita recorde e sua temporada também foi muito mais longa", afirma.
O desafio se intensificará com a entrada de outras frutas de origem mediterrânea. “Estamos competindo com frutas peruanas, e o próximo desafio é o início das colheitas na Espanha e em Marrocos, onde as frutas mediterrâneas começarão a competir com as frutas chilenas”, alerta Lante, que reconhece que a sobreposição dos períodos de comercialização afetará os preços e a dinâmica das exportações.
As projeções para os campos da região norte são otimistas. O gerente de operações, Gabriel Tirado, prevê que “no campo de Pintacura esperamos colher mais de 2.500.000 quilos, com pelo menos 60% da fruta destinada à exportação”.

Tirado destaca o papel que a recuperação hídrica desempenhou nesses resultados. "Após vários anos de seca, os últimos dois anos de aumento das chuvas nos permitiram recuperar a produtividade agrícola, e até melhor, com frutos de alta qualidade e tamanho grande", afirma.
A equipe técnica da Baika dedicou especial atenção à colheita no momento certo, buscando os níveis ideais de maturação. "Estamos planejando e distribuindo as colheitas com base nos tamanhos exigidos por cada destino e cumprindo todas as certificações necessárias para os países para os quais exportaremos", acrescenta.
Em um ambiente global cada vez mais competitivo, a Baika está empenhada em fortalecer a imagem do abacate chileno como um produto confiável e de alta qualidade. “Em nível nacional, acreditamos que a qualidade da safra deste ano apresenta uma melhora significativa em comparação com os anos anteriores, resultado de um maior acúmulo de chuvas”, afirma Tirado.
O gestor também destaca as melhorias implementadas nos campos da Baika: "Ajustamos nossa gestão técnica, com foco na saúde das plantas, no desenvolvimento das raízes, na manutenção da oxigenação do solo e em uma melhor preparação para enfrentar geadas, graças aos investimentos realizados."
Com esses avanços, a Baika encara a temporada 2025-2026 com otimismo, apesar de um mercado mais desafiador. “Estamos vendo frutas de ótima qualidade, com tamanhos atraentes e uma produção mais robusta. Tudo indica que o Chile está, mais uma vez, se posicionando fortemente nos mercados internacionais”, conclui Lante.
