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Baika Chile: Estratégia multiorigem e integração vertical

A Baika consolidou sua presença no mercado interno chileno com uma estratégia que combina a venda de frutas importadas com a produção própria. Por meio de sua estrutura integrada, a empresa visa abastecer seus clientes durante todo o ano, garantindo qualidade e consistência em seus produtos.

Antonio Lante Della Rovere, gerente da Baika Fruit Chile e Peru, e Sebastián Peragallo, gerente comercial da Fruta Fresca Chile e Peru, explicam como atuam nesse mercado desafiador.

Uma estratégia baseada na integração.

A Baika desenvolveu um modelo de negócios que abrange toda a cadeia produtiva, da importação e produção à distribuição. “Somos verticalmente integrados, desde a importação de frutas no Peru até a entrega direta aos nossos clientes no Chile”, explica Antonio Lante Della Rovere. A empresa possui instalações próprias, incluindo câmaras de pré-maturação e armazéns estrategicamente localizados, o que lhe permite atender tanto distribuidores quanto redes de supermercados, agregando valor com frutas embaladas em redes.

Por sua vez, Sebastián Peragallo acrescenta que a base do negócio é o fornecimento de seus próprios campos.

“ Sempre foi o pilar fundamental, por isso estamos integrados desde o campo, a fábrica e a exportação. Há 20 anos desenvolvemos o mercado interno, desde o início com a FRUCHAC, que agora é a Baika Chile, onde atendemos as principais redes varejistas de forma centralizada, sempre com foco no mercado chileno devido ao alto consumo, que representa 8,6 quilos per capita”, enfatizou.

Produção nacional e importações: o equilíbrio para garantir o abastecimento.

Para garantir a disponibilidade de abacate durante todo o ano, a Baika combina sua própria produção com importações. “70% da fruta que vendemos no Chile vem de nossas próprias fazendas, enquanto os 30% restantes são obtidos de produtores estratégicos e importações, principalmente do Peru”, explica Peragallo.

O Peru tornou-se um parceiro fundamental para a Baika, não apenas pela proximidade geográfica, mas também pela qualidade consistente de suas frutas. No entanto, a empresa também explorou outras fontes de abastecimento. “No último ano, importamos exclusivamente do Peru, mas trabalhamos com frutas do México e estamos avaliando a importação da Colômbia e do Brasil”, afirma Antonio Lante Della Rovere.

O compromisso da Baika com a qualidade se reflete em sua gestão logística meticulosa. "Gerenciamos a logística desde a origem, controlando a temperatura e o estado da fruta em cada etapa, da alfândega ao armazenamento e à entrega aos clientes", explica Lante Della Rovere.

Peragallo também enfatiza a importância das certificações: “Nossa fábrica possui BRC e outras certificações, e somos constantemente auditados para garantir os mais altos padrões. Além disso, processamos as frutas em no máximo 24 horas após sua chegada, o que nos permite manter uma qualidade consistente.”

Assim, a Baika enfrenta o desafio de manter um fornecimento consistente, independentemente da origem do produto. "O maior desafio é garantir a qualidade e minimizar as diferenças entre as frutas de diferentes origens", enfatiza Lante Della Rovere.

Em relação às oportunidades, a empresa busca expandir sua rede de distribuição e fortalecer sua presença em outras regiões. “O consumo de abacate não se limita a Santiago; há demanda em todo o Chile, e vemos uma grande oportunidade de crescimento nessa região”, afirma Peragallo.

O mercado chileno continua a evoluir e apresenta um significativo potencial de expansão. “O Chile é o segundo maior consumidor de abacate per capita do mundo. À medida que melhoramos a eficiência nas plantações e otimizamos o uso da água, o setor continuará a crescer, o que também fortalecerá as exportações”, concluem os executivos da Baika.

Com uma estratégia bem definida e foco na qualidade, a Baika se posiciona como um ator-chave na comercialização de abacates no Chile, garantindo um fornecimento contínuo e se adaptando às tendências do mercado.

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