Alerta logístico: Congestionamento nos portos europeus ameaça as exportações globais.
Atrasos críticos, aumentos de tarifas e interrupções na cadeia de suprimentos estão exigindo que os exportadores tomem medidas urgentes para mitigar os riscos.
Os principais portos do norte da Europa — Roterdã, Hamburgo, Antuérpia e Bremerhaven — estão operando sob forte pressão devido à grave congestão. Em Antuérpia, uma greve nacional recente interrompeu as operações nas eclusas de Kallo e Boudewijn, aumentando o tempo de espera para 44 horas. Em Hamburgo e Bremerhaven, os atrasos aumentaram 49% e 77%, respectivamente, em menos de dois meses. Soma-se a essa situação o baixo nível da água do rio Reno, que limita o transporte fluvial e sobrecarrega os sistemas de transporte terrestre e multimodal.
O impacto já se faz sentir para além da Europa. Portos como Shenzhen, Los Angeles e Nova Iorque também enfrentam congestionamentos crescentes. As companhias de navegação começaram a implementar taxas de congestionamento — como a MSC desde 1 de junho — e as taxas spot dispararam. De acordo com o Índice Mundial de Contêineres da Drewry, entre 1 e 22 de maio, as taxas de Xangai para Los Angeles aumentaram mais de 600 dólares por FEU, e os embarques para Nova Iorque subiram mais de 1.000 dólares.
Este cenário obriga os exportadores a rever e fortalecer a sua gestão logística. As recomendações incluem a consideração de rotas portuárias alternativas, a negociação de termos flexíveis com clientes e fornecedores e a utilização de ferramentas de rastreabilidade digital para a tomada de decisões em tempo real. Antecipar os gargalos não só reduz custos adicionais e a falta de stock, como também proporciona uma importante vantagem competitiva em tempos de incerteza global.
Fonte: portalfruticola.com