Abacates do Peru continuarão disponíveis no mercado americano até junho.
O mercado global de abacate é influenciado pela sazonalidade e pela qualidade do produto. Nesse contexto, o Peru se destaca como um importante polo de exportação entre maio e agosto, complementando a temporada mexicana. No entanto, a safra de abacate Hass de 2024 no Peru enfrentou desafios devido às condições climáticas adversas, que reduziram a produção e as exportações em 16% em comparação com o ano anterior, segundo Juan Carlos Paredes Rosales, presidente da ProHass.
A redução da oferta pode levar a preços mais altos, especialmente em mercados como os Estados Unidos e a Europa. No entanto, permanece a incerteza sobre se esse aumento compensará a queda no volume de produção. Estão em curso esforços para direcionar mais exportações para os Estados Unidos e a Europa, aproveitando o tamanho potencialmente menor dos abacates mexicanos e a expectativa de preços elevados.
Apesar dos desafios, há sinais positivos em algumas regiões, como a Serra, que apresenta uma campanha robusta com exportações semanais significativas de abacate Hass. Além disso, a abertura de novos mercados, como a Malásia, oferece oportunidades para a expansão das exportações peruanas de abacate.
Quanto aos preços, houve um aumento de 40 a 50% em comparação com o ano anterior, devido à redução da produção no México, ao menor tamanho das frutas na Califórnia e aos problemas de disponibilidade de água no Chile.
Para enfrentar os desafios de 2024, é fundamental manter a qualidade do produto, o que exige amadurecimento adequado e controle de pragas no campo. Além disso, a sustentabilidade do cultivo de abacate é essencial, envolvendo o uso responsável de recursos e avanços tecnológicos para monitorar e automatizar os processos.
Fonte: Portal das Frutas