Abacate em transição: Peru e África do Sul assumem a liderança após uma campanha bem-sucedida no Mediterrâneo.
Com o fim da temporada em Marrocos, Espanha e Portugal, os primeiros contêineres do Hemisfério Sul já estão a caminho da Europa. Espera-se um aumento nos volumes peruanos, enquanto a África do Sul e o Brasil se preparam para entrar no mercado.
O mercado europeu de abacate está entrando em uma fase crucial de transição. Com o fim da produção mediterrânea de Marrocos, Espanha e Portugal, os primeiros carregamentos do Peru já estão chegando. Segundo François Bellivier, chefe de desenvolvimento da Capexo, a verdadeira mudança entre os hemisférios Norte e Sul ocorrerá por volta da Páscoa, com grandes volumes vindos do Peru previstos para os próximos meses. Abacates sul-africanos também devem chegar, enquanto o Brasil e o Quênia enfrentam desafios logísticos que atrasarão sua entrada no mercado.
Embora seja cedo para números definitivos, prevê-se um aumento significativo na produção no Peru, impulsionado pela recuperação após o El Niño. No entanto, dois desafios podem marcar a temporada: a gestão do pico de produção e as variações de tamanho. Espera-se que os tamanhos menores, preferidos pelo setor de restaurantes, dominem até junho, enquanto os tamanhos maiores, mais difíceis de comercializar, podem exigir uma mudança de origem caso se tornem muito concentrados no final da temporada.
Entretanto, a campanha no Mediterrâneo encerrou com resultados positivos. Apesar das condições climáticas adversas, os preços se recuperaram e as vendas foram expressivas. Marrocos destacou-se pelo volume e qualidade, a Espanha continuou sua expansão para além da Andaluzia e Portugal garantiu uma presença estratégica. Tudo indica que, se essas regiões continuarem a se desenvolver, poderão reduzir sua dependência de fornecedores latino-americanos durante o primeiro trimestre do ano.
Fonte: freshplaza.es