Abacates nos EUA: remessas aumentam, preços caem e presença sul-americana cresce.
O final da 19ª semana trouxe uma atividade significativa para o mercado de abacates dos EUA. Foram registrados aproximadamente 1.535 embarques, representando um aumento de 6% em relação à semana anterior e de 4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Esse crescimento indica um ritmo sustentado que reforça as expectativas de uma temporada promissora.
O México continua a dominar o mercado com 64% do mercado americano, mantendo sua posição como principal fornecedor. Em seguida, vem a Califórnia com 22%, o Peru com 8% e a Colômbia com 6%. Embora a liderança mexicana permaneça sólida, as movimentações mais significativas vieram da América do Sul: o Peru aumentou seu volume em 30% em relação à semana anterior, assim como a Colômbia, que também registrou um aumento de 39%. Em comparação, o crescimento do México foi mais moderado, de 7%, enquanto a Califórnia apresentou uma queda de 10%, sentindo a pressão de seus concorrentes.
Em termos de preços, o mercado apresentou uma tendência de queda. Todos os tamanhos sofreram reduções, exceto o menor, o tamanho 84, que teve um leve aumento de 4%. O tamanho 60 foi o mais afetado, com uma queda de 14%, confirmando uma tendência que já dura quatro semanas consecutivas de declínio nos tamanhos maiores. Essa dinâmica reduziu a diferença de preço entre os tamanhos extremos: atualmente, a diferença entre o menor e o maior é de US$ 35 por caixa de 25 libras (aproximadamente 11,3 kg), a menor registrada até agora neste ano. Em contraste, a maior diferença foi de US$ 57 e ocorreu na décima primeira semana.
Gary Klevenger destacou em sua coluna mais recente na Avonews que a safra de 2025 ainda apresenta grande potencial, com uma produção projetada de 375 milhões de libras, o que a tornaria a maior colheita californiana desde 2020. No entanto, ele alerta que a oferta sul-americana está entrando no mercado a preços mais baixos, exercendo uma pressão significativa sobre os preços locais do abacate.
Por outro lado, Sergio Paz observou que a nova colheita de frutas já começou, embora com destinos diferentes dos Estados Unidos. Alguns exportadores, principalmente de Jalisco, decidiram se antecipar. Os efeitos dessa mudança nos diversos mercados, incluindo o mercado interno, ainda serão observados nas próximas semanas.
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