Abacate nativo para exportação e produção de óleo.
No Campo Experimental de Bajío, pertencente ao Centro Regional de Pesquisas (CIRCE) do Instituto Nacional de Pesquisas Florestais, Agropecuárias e Pecuárias (INIFAP), foram realizados estudos com 15 tipos de abacate nativo de Comonfort, Guanajuato, e 4 de Nayarit, considerados pelos produtores como os melhores em termos de produtividade, teor de polpa e sabor. Os estudos focaram na análise da composição físico-química dessas variedades para identificar seu potencial de uso na exportação, produção de óleo e outras aplicações.
O Dr. Salvador Horacio Guzmán Maldonado, pesquisador do Campo Experimental, destacou que "os resultados preliminares desta pesquisa indicam que existem variedades nativas de abacate com peso semelhante ao do abacate Hass (150-300g)". Alguns genótipos apresentam teor de polpa superior ao do Hass, chegando a 91% no caso da variedade Fuerte e a 77% na Uriel.
Em relação ao teor de óleo, descobriu-se que alguns abacates nativos chegam a atingir 68%, conhecidos como "abacates manteiga", como Pachis 2, NNN, RLV Alargado, Pata de Pichón e Lindan 3, o que os torna ideais para a produção de óleo e polpa.
O termo "abacate crioulo" refere-se àqueles nativos de uma região, preservados e protegidos pelas comunidades principalmente para seu próprio consumo. Esses abacates são cultivados em Puebla, Michoacán, Nuevo León, San Luis Potosí, Nayarit e Guanajuato. De acordo com o INIFAP (Instituto Nacional de Pesquisas Florestais, Agrícolas e Pecuárias), existem pelo menos 300 tipos diferentes de abacate crioulo em Guanajuato, muitos dos quais acredita-se terem se originado da mesma variedade devido à propagação.
O INIFAP está realizando estudos genéticos para verificar a origem desses materiais, utilizando microssatélites ou sequenciamento em colaboração com o Centro de Pesquisa e Estudos Avançados de Irapuato (CINVESTAV).
O Dr. Guzmán Maldonado observou que esses abacates geralmente têm casca verde, embora algumas variedades apresentem casca preta mais fina, que é comestível juntamente com a polpa, a qual acredita-se conter compostos benéficos à saúde. No entanto, não existem relatos sobre sua caracterização nutracêutica, uma tarefa de pesquisa atual do grupo INIFAP.
De acordo com estudos da Universidade Loma Linda (Los Angeles) e da Universidade Tufts (Boston, MA), comer meio abacate proporciona sensação de saciedade, melhora a memória em idosos e diminui o risco de trombose.