Os abacates colombianos enfrentam novas tarifas americanas e buscam estratégias para se manterem competitivos.
O aumento de 10% nas tarifas de exportação de abacate colombiano para os Estados Unidos ameaça a competitividade da Colômbia em relação ao México. O setor está avaliando medidas para mitigar o impacto no emprego e no mercado.
A indústria colombiana de abacate enfrenta um novo desafio: o governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa de 10% sobre as exportações da Colômbia, Peru, Chile e outros países, com exceção do México, seu principal concorrente. Essa decisão impacta diretamente a competitividade do abacate colombiano em seu mercado mais importante, que atualmente recebe 50% de suas exportações.
Katheryn Mejía, diretora executiva da Corpohass, expressou sua preocupação: “Embora seja verdade que nossos concorrentes também enfrentem esse ônus, o México foi isento. Isso nos deixa em um nível de competitividade muito diferente.” Diante desse cenário, a indústria e os exportadores já estão trabalhando em estratégias para minimizar o impacto, manter sua participação no mercado americano e evitar retrocessos na geração de empregos e no bem-estar social.
Atualmente, a indústria do abacate na Colômbia gera mais de 79.000 empregos formais e sustenta mais de 240.000 pessoas em 250 municípios distribuídos por 17 departamentos. “O impacto pode ser muito significativo. Estamos avaliando como reverter essa situação para proteger tanto nossa presença internacional quanto as famílias que dependem dessa cadeia produtiva”, afirmou Mejía.
Fonte: diariofruticola.cl