Agosto registra os preços mais baixos no mercado americano dos últimos sete anos.
O mercado dos EUA recebeu 1.558 remessas de abacate até a 32ª semana, um aumento de 16% em relação à semana anterior e de 6% em comparação com o mesmo período do ano passado. O México foi responsável por dois terços da oferta, enquanto o Peru contribuiu com 19%, a Califórnia com 9% e a Colômbia com 6%.
O desempenho das diferentes origens apresenta contrastes. O Peru e a Califórnia reduziram seus embarques em cerca de 10% em comparação com a semana anterior, enquanto a Colômbia aumentou os seus em 40%. O México, por sua vez, fortaleceu sua posição no mercado, crescendo em volume em 30% e ultrapassando novamente a marca de 40 milhões de libras.
Em termos de preços, as principais variações concentraram-se na bitola 60, que registrou uma queda de 10%. Bitolas menores, como a 70 e a 84, permaneceram estáveis, enquanto as variações nas bitolas maiores e na bitola 48 foram inferiores a 3%.
Fontes do setor acrescentam nuances a esse cenário. Antonio Villaseñor destacou que Jalisco alcançou uma porcentagem de colheita maior do que nas temporadas anteriores, com uma distribuição estimada de 80% para Michoacán e 20% para Jalisco, no total de remessas para os Estados Unidos.
Por sua vez, Sergio Paz alertou que agosto está se consolidando como o mês com os preços mais baixos em pelo menos os últimos sete anos, refletindo a pressão exercida pela abundância de frutas no mercado.
Enquanto isso, da Colômbia, Jorge Molina observou que a participação da fruta colombiana no mercado americano tem sido limitada. Segundo a CorpoHass, atualmente apenas 25% da fruta colombiana é destinada à América do Norte, devido às exigências e aos desafios impostos pela condição do produto, o que pode reduzir ainda mais sua participação de mercado nas próximas semanas.
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