A Colômbia pretende consolidar sua indústria de abacate nos mercados internacionais.
Apesar do crescimento na produção e exportação de abacate, o plantio na Colômbia diminuiu. Os produtores do setor enfatizam a importância de garantir a qualidade e abrir novos mercados, enquanto a indústria avança na agroindustrialização com produtos derivados, como óleo e guacamole.
A indústria do abacate na Colômbia tem apresentado crescimento constante, especialmente em regiões como Quindío, Antioquia, Tolima, Cauca e Norte de Santander. No entanto, segundo Diego Aristizábal, presidente da Fedeaguacate, a expansão de novas plantações diminuiu. Apesar disso, o setor evoluiu suas técnicas de produção, desenvolvendo protocolos agronômicos adaptados às condições locais, o que resultou em melhorias na qualidade da fruta.
Atualmente, a variedade Hass é o principal produto de exportação do país, tendo a Europa como seu maior mercado, seguida pelos Estados Unidos, Canadá e Ásia. Em 2024, as exportações para os EUA cresceram significativamente, passando de 646 para 1.510 contêineres. Diante da possibilidade de aumento das tarifas sobre o abacate mexicano, Aristizábal acredita que a Colômbia poderia aproveitar a oportunidade para expandir sua presença na América do Norte, embora ressalte que o maior desafio continua sendo garantir a qualidade e a segurança na produção.
Além das exportações de produtos frescos, o setor aventurou-se na agroindústria com a produção de óleo de abacate e guacamole, diversificando suas oportunidades de negócios. No entanto, a falta de financiamento e a redução dos investimentos nos últimos anos têm dificultado a expansão do setor. Aristizábal enfatiza a necessidade de atrair novos investidores e fortalecer o acesso ao crédito para garantir um crescimento sustentado, com foco na qualidade e na sustentabilidade.
Fonte: portalfruticola.com