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20ª semana: Altos estoques e estabilidade de preços marcam o setor de abacate no México.

A semana 20 foi novamente caracterizada por colheitas limitadas no México. Foram enviados 776 carregamentos para o mercado dos Estados Unidos, um número baixo considerando a média de carregamentos que normalmente saem do México.

Segundo importadores, a demanda por frutas tem sido muito fraca, resultando em níveis de estoque acima do desejável. Esta foi a segunda semana consecutiva de colheitas abaixo do esperado no México. Vale ressaltar que maio normalmente apresenta demanda menor que abril, e este ano não foi exceção.

Apesar da baixa procura por frutas, os produtores se recusaram a vender a preços mais baixos, que permaneceram estáveis ao longo da semana. Isso parece ser uma aposta arriscada para os produtores, já que não há sinais de melhora significativa nas condições de mercado nos próximos dias, e a semana 21 começou com uma tendência semelhante de baixa procura. A disponibilidade de frutas está cada vez mais concentrada em poucos produtores que recebem visitas de vários exportadores em um único dia, criando uma demanda artificial. Isso levou os produtores a resistirem à redução de preços para estimular os volumes de exportação. Teremos que esperar para ver se o mercado reage e se os produtores conseguirão os preços que esperam, ou se gradualmente se convencerão de que essa reação não se concretizará e aceitarão vender a preços mais baixos.

Nas regiões produtoras de Jalisco e Michoacán, as altas temperaturas persistiram. Exportadores relataram uma alta porcentagem de frutas desidratadas chegando às centrais de embalagem, o que é indesejável. Essas frutas estão sendo separadas das destinadas à exportação, mas isso é um sintoma do estresse que as árvores estão sofrendo. Também não há previsão de chuva para os próximos dias, o que é normal, já que as primeiras chuvas costumam começar em junho.

Não há novas informações sobre o início da colheita de frutas da nova safra. A indústria mexicana tem mantido um controle rigoroso sobre os níveis de matéria seca durante a transição para a nova safra, e este ano não será exceção. No entanto, espera-se que a colheita desta fruta comece gradualmente, e certamente será preferida tanto por exportadores quanto por importadores em relação à fruta da safra que está terminando, desde que a qualidade esteja dentro dos padrões.

Sérgio Paz Vega

México

sergio.paz@coliman.com

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